sábado, 29 de agosto de 2015

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

SILAS MALAFAIA E A PROSPERIDADE EM 2 CORÍNTIOS 9

Escrito por Gustavo.

Teologia da prosperidade
Um dos assuntos mais polêmicos no meio evangélico brasileiro é a teologia da prosperidade. E entre as várias polêmicas, um personagem que se destaca certamente é o pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Em uma Santa Ceia comemorada com sua igreja, o pastor pregou uma mensagem intitulada “Uma vida de prosperidade”, baseada no texto de 2 Coríntios 9. Ela dá uma boa perspectiva de como um defensor da teologia da prosperidade se aproveita do texto bíblico para defendê-la.
O pastor está plenamente convencido que este texto ensina claramente a teologia da prosperidade, chamando-o de “o melhor compêndio sobre o assunto”. Sua confiança é tanta, que recentemente em seu programa televisivo Vitória em Cristo, ele anunciou um desafio aos seus críticos1. Ele os desafiava a responder biblicamente aquilo que ele pregou ali.
Da mesma forma, em vários momentos em sua pregação, ele repetiu aquilo que disse no início:
Eu queria que você fizesse 3 coisas. Não apenas comigo... Não apenas comigo... Mas isto fosse para você um lema, sobre tudo que você escuta. Faça estas 3 coisas: Duvidar, criticar e determinar.
Não apenas isto, mas ele ainda diz na mesma mensagem:
Você não pode receber aberto, direto, uma palavra, sem você antes analisá-la.
Aparentemente sua interpretação do texto é tão clara que qualquer um que o examine chegará às mesmas conclusões. E aparentemente nem os críticos de Malafaia seriam capazes de responder aquilo que ele pregou nesta mensagem.
Neste presente texto, aceitamos o convite feito pelo pastor. Não o convite ao desafio, que não faz o menor sentido, mas sim à análise do texto em questão. Afinal de contas, este texto realmente fala sobre ofertas à igreja? Este texto fala sobre prosperidade, assim como é entendida pelos defensores da teologia da prosperidade?

O tema de 2 Coríntios 9

É verdade que o texto de 2 Coríntios 9 fala de ofertas. Mas a pergunta que devemos fazer inicialmente é, que tipo de ofertas estamos tratando neste texto? E este tipo de pergunta naturalmente nos leva à análise do contexto. Somente entendendo o assunto tratado por Paulo nesta parte de sua carta é que nos será possível avaliar o significado de “oferta” aqui.
Paulo então começa a tratar do tema das ofertas no capítulo 8. Ali Paulo lembra o exemplo da Macedônia:
(2Co 8:3) Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente,
(2Co 8:4) pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos;
O tema do ato voluntário na doação será novamente mencionado por Paulo no capítulo 9, e será bastante enfatizado pelo pastor Malafaia. O pastor considera isto como uma característica do verdadeiro ofertante. Mas embora estes versículos – à primeira vista – possam se encaixar muito bem na pregação dele numa análise rápida e superficial, o contexto indica uma mensagem muito diferente, como podemos ver dos dois versículos anteriores:
(2Co 8:1) Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia;
(2Co 8:2) como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade.
Qual é a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia? Aqui Paulo não cita nenhuma das sugestões que Malafaia faz ao tratar da graça de Deus na vida do ofertante. A riqueza aqui é de generosidade. Eles eram pobres, mas mesmo assim generosos. Esta foi a graça dada por Deus a eles.
Mas esta generosidade não era para com a igreja local ou para suprir os desígnios particulares dos seus pastores. A generosidade é para com os santos, como Paulo relata no versículo 4. Quem são estes santos? As igrejas da Macedônia e de Corinto estavam organizando doações para os irmãos pobres em Jerusalém:
(Rm 15:25) Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos.
(Rm 15:26) Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.
(Rm 15:27) Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais.
(Rm 15:28) Tendo, pois, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha.
Assim, Paulo aqui está se referindo à coleta feita para ajudar os irmãos pobres de Jerusalém comentando com os coríntios como eles eram generosos pela graça de Deus. E então devemos observar aqui que Paulo reconhece que os coríntios eram ricos em tudo. No entanto, sua descrição não inclui nada que foi mencionado na mensagem do pastor Malafaia:
(2Co 8:7) Ora, assim como abundais em tudo: em fé, em palavra, em ciência, em todo o zelo, no vosso amor para conosco, vede que também nesta graça abundeis.
Paulo exorta aos coríntios aqui a serem ricos em generosidade também, ajudando também os pobres em Jerusalém. Como podemos ver no início deste capítulo, abundar não está ligado a melhorias materiais e emocionais, ou relacionado a mais vitórias espirituais. E riqueza aqui nem sempre está ligada a bens materiais. De fato, Paulo aqui emprega os termos rico e pobre para falar da glória e humilhação de Cristo, bem como nossa Salvação:
(2Co 8:8) Não digo isto como quem manda, mas para provar, mediante o zelo de outros, a sinceridade de vosso amor;
(2Co 8:9) pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.
Mas Paulo toca neste assunto das contribuições exatamente por que a igreja de Corinto se prontificou a ajudar também, como ele mesmo diz:
(2Co 8:10) E nisto dou o meu parecer; pois isto vos convém a vós que primeiro começastes, desde o ano passado, não só a participar mas também a querer;
(2Co 8:11) agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes.
(2Co 8:12) Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem.
Observem aqui que Paulo diz para eles contribuírem segundo o que possuem. Ninguém é incentivado a dar mais do que puder para ajudar. Este ponto revela algo importante na concepção de Paulo sobre a ajuda ao pobre e que ele diz mais claramente nos próximos versículos:
(2Co 8:13) Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós,
(2Co 8:14) mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância deles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade;
(2Co 8:15) como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou.
A oferta tem que ser feita de tal forma que não haja prejuízo para ninguém. Não deve ser centralizada a benefício de uma pessoa ou um grupo reduzido, sob qualquer pretexto... Ninguém deve ajudar a aliviar uma pessoa, enquanto se coloca em uma posição de aperto. Se todo este texto puder ser aplicado às ofertas na igreja, isto não significaria que a igreja também é responsável em partilhar seus bens em abundância com os membros mais pobres? O pastor que compra jatinhos não deveria antes buscar a igualdade entre seus membros? Já que o pastor Malafaia evoca a lei da semeadura em sua mensagem, poderia adicionar esta citação que Paulo faz aqui, mencionando que aquele que semeia muito e por consequência colhe muito, também não tem sobra... Ele compartilha e generosamente reparte os seus bens com os irmãos necessitados.
E assim, Paulo continua o texto apresentando os irmãos que ele enviou adiante, entre eles Tito. Terminadas as apresentações, Paulo passa para o capítulo 9, que é o texto que pretendemos analisar aqui.

O texto de 2 Coríntios 9

Paulo então termina o capítulo anterior apresentando os irmãos que ele enviou adiante, para conferir as ofertas. Alguém poderia pensar que esta atitude revela certa desconfiança de Paulo e é por isto que o apóstolo esclarece bem este ponto no início do capítulo:
(2Co 9:1) Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;
(2Co 9:2) porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.
(2Co 9:3) Mas enviei estes irmãos, a fim de que neste particular não se torne vão o nosso louvor a vosso respeito; para que, como eu dizia, estejais preparados,
(2Co 9:4) a fim de, se acaso alguns macedônios forem comigo, e vos acharem desaparecidos, não sermos nós envergonhados (para não dizermos vós) nesta confiança.
(2Co 9:5) Portanto, julguei necessário exortar estes irmãos que fossem adiante ter convosco, e preparassem de antemão a vossa beneficência, já há tempos prometida, para que a mesma esteja pronta como beneficência e não como por extorsão.
Então a intenção de Paulo era garantir que as ofertas já estivessem prontas quando ele chegasse, pois temia que a preparação apenas no momento da sua chegada desse a entender para qualquer pessoa que pudesse acompanhá-lo, que as ofertas não haviam sido doadas voluntariamente.
Malafaia faz algumas citações desta primeira parte em sua pregação. Ele cita o versículo 2 para mostrar como o verdadeiro ofertante deve ser. E embora a oferta referida no texto não esteja falando exatamente de dízimos e ofertas, devemos concordar que a prontidão em servir é algo inerente ao ofertante cristão.
No entanto, a forma que Malafaia trata o versículo 4 está completamente errada. Ele primeiro pergunta, “O que é a oferta?”, respondendo depois com a citação da última parte do versículo: “firme fundamento de glória”. Ele usa o texto da Almeida Corrigida e Fiel em suas citações, e no versículo 4 o texto diz:
(2Co 9:4) A fim de, se acaso os macedônios vierem comigo, e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos vós) deste firme fundamento de glória.
No entanto, a glória de que Paulo está falando não é a glória de Deus aqui. Ele está fazendo referência aqui à prontidão dos coríntios, que era o motivo do apóstolo se gloriar, como ele diz no versículo 2:
(2Co 9:2) porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.
O versículo 3 na Almeida Corrigida Fiel deixa isto mais claro:
(2Co 9:3) Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nesta parte; para que (como já disse) possais estar prontos,
E por isto que na Almeida Atualizada, o versículo 4 fala de “confiança”, não de “fundamento de glória”. Outras traduções bíblicas deixam o significado ainda mais claro. Na Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB), temos:
(2Co 9:3) Eu vos envio os irmãos, a fim de que o orgulho que tenho de vós não seja esvaziado neste ponto e a fim de que estejais realmente prontos, como eu dizia.
(2Co 9:4) Teria receio de que, se macedônios fossem comigo e não vos achassem prontos, esta bela segurança se transformasse em vergonha nossa, para não dizer vossa.
Bíblia de Jerusalém:
(2Co 9:3) Entretanto mando-vos os irmãos, a fim de que o elogio que de vós fiz não seja desmentido neste ponto e para que, como dizia, estejais realmente preparados.
(2Co 9:4) Se alguns macedônios fossem comigo e não vos encontrassem preparados, essa plena confiança seria motivo de nos envergonharmos - para não dizer: de vos envergonhardes.
Bíblia do Peregrino:
(2Co 9:3) Eu vos envio os irmãos, para que nosso orgulho por vós nesse ponto não acabe infundado. Portanto, como vos dizia, estai preparados.
(2Co 9:4) Pois, se chegam comigo os macedônios e vos encontram despreparados, nós, para não dizer vós, ficaremos decepcionados em nossas esperanças.
NVI:
(2Co 9:3) Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam,
(2Co 9:4) a fim de que, se alguns macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos.
O sentido do versículo é que se por acaso os macedônios fossem com Paulo e não encontrassem os coríntios em prontidão, como muitos acreditavam e com base em que foram incentivados, todos iriam se envergonhar. Se envergonhariam de ter acreditado que os coríntios estavam assim. Então, Paulo ali não está nem de longe falando da oferta ser fundamento de glória. Esta ideia - fruto de uma tradução antiga, do tempo em que ninguém pensava em deturpar um texto que era então claro para os leitores - nem passou pela cabeça do apóstolo.
No versículo 5, Malafaia destaca dois pontos. O primeiro é feito quando ele explica o que é oferta. Neste ponto, ele destaca a palavra bênção, presente na Almeida Corrigida e Fiel. Para ele, a bênção é “favor divino e meio de felicidade”. No entanto, as bênçãos aqui preparadas são as “vossas bênçãos”, não “as bênçãos de Deus”. Isto quer dizer que aqueles irmãos foram preparar as bênçãos dos irmãos de Corinto para os irmãos de Jerusalém. As bênçãos aqui não são primariamente favores divinos, mas são os favores entre irmãos. Embora haja passagens que falem de Deus abençoando aquele que ajuda os irmãos, o simples uso da palavra bênção em lugar de oferta não implica nesta ideia aqui.
O segundo ponto destacado por Malafaia no versículo 5 é a prontidão. Para ele, a oferta é um ato de inteligência no sentido de que o ofertante tem que planejar aquilo que vai ofertar. Aqui não há ressalvas.
O versículo 6 nos traz uma ilustração muito interessante, baseada na semeadura. É o texto que faz o pastor Malafaia “deitar e rolar”, como ele faz questão de ressaltar em sua mensagem. O que diz o versículo?
(2Co 9:6) Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará,
Há a proporção entre o que é semeado e o que é ceifado, que é chamado pelo pastor de “lei da semeadura”. Ele vê aqui uma enunciação clara daquilo que conhecemos por teologia da prosperidade: aquele que paga mais dízimos e ofertas recebe mais bênçãos de Deus. Seria esta uma leitura válida?
Para avaliarmos isto, continuemos a ler o que é dito no versículo 7:
(2Co 9:7) Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
Paulo já tinha exortado os coríntios a serem generosos, como vimos da análise do capítulo 8. No versículo 7 que complementa a ideia do versículo 6, Paulo exorta os coríntios a contribuírem sem tristeza ou constrangimento. Tristeza, por que aquele que contribui pode pensar que nunca mais verá o dinheiro que contribuiu. Quanto a isto, João Calvino fornece uma ótima explicação para a comparação com a semeadura:
6. Digo, porém, isto. Ele agora recomenda a assistência caridosa, usando uma bela comparação em que vincula-a à semeadura. Pois, na semeadura, a semente é lançada pela mão, espalhada aqui e ali, sobre o solo; é sepultada e, por fim, apodrece; de tal modo que, aparentemente, quase nem existe. Dá-se o mesmo com o donativo: o que sai de nós para alguém, parece diminuir o que possuímos, mas o tempo da ceifa virá, quando os frutos aparecerão e serão recolhidos. Pois o Senhor considera o que é doado aos pobres como sendo doado a Ele mesmo, e um dia recompensará o doador com juros fartos [Pv 19.17].
Focalizaremos agora a comparação de Paulo. Ele diz que o homem que é frugal em sua semeadura terá uma colheita tão escassa quanto sua semeadura; mas o homem que semeia generosamente e com as mãos abertas fará, igualmente, uma colheita generosa. Que esta doutrina seja solidamente radicada em nossa mente, a saber: sempre que a prudência carnal nos impedir de fazer o bem por receio de perdermos algo, tenhamos prontamente condições de resistir a tais impulsos, movidos pela lembrança da declaração do Senhor de que, ao fazermos o bem, estamos semeando. É preciso entender esta colheita, seja em termos de recompensa espiritual de vida eterna ou como uma referência às bênçãos terrenas com as quais o Senhor agracia o benfeitor. Pois o Senhor requer esta beneficência da parte dos crentes não só no céu, mas também neste mundo. É como se Paulo quisesse dizer: “Quanto mais liberais venhais a ser para com vosso semelhante, possuireis muito mais ricamente a bênção que Deus derrama sobre vós”. Aqui, novamente, ele usa o termo bênção como oposto de frugal, assim como um pouco antes ele o contrasta com avareza. Tudo indica que a palavra é aqui usada no sentido de liberalidade ampla e abundante2.
Assim, a ilustração da semeadura realmente declara uma proporcionalidade entre doação e bênçãos recebidas. No entanto, esta ilustração foi feita para incentivar os irmãos a se ajudarem mutuamente. Aqui nem passava pela cabeça de Paulo incentivar quem quer que fosse a buscar a prosperidade material egocêntrica.
O versículo 7 é várias vezes citado por Malafaia.
(2Co 9:7) Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
Para o pastor, o versículo mostra tanto como é o verdadeiro ofertante quanto os resultados da oferta na vida do ofertante. Como já mencionamos, o versículo exorta a não dar com tristeza, e neste ponto a ilustração da semeadura é muito importante. Aqui ainda nos é dado mais um incentivo à generosidade, onde Paulo nos diz que Deus ama aquele que dá com alegria. Os dois pontos são destacados pelo pastor, no entanto temos que lembrar que aqui, a oferta é a contribuição aos irmãos pobres de Jerusalém. Por outro lado, ao descrever como o ofertante se beneficia do amor de Deus, Malafaia nos diz:
Se Deus ama, Deus protege. Se Deus ama, Deus guarda. Se Deus ama, Deus supre.
Certamente isto é verdade. Mas este não é o único aspecto do amor de Deus e não parece ser estes aspectos que estão em vista neste texto. Paulo dá uma outra perspectiva no próximo versículo:
(2Co 9:8) E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;
É deste versículo que o pastor Malafaia retira sua “lei total do favor de Deus” e onde ele explica que “graça é o favor imerecido, benevolente, amoroso de Deus para o homem”. Para ele esta graça atua na vida material, na vida emocional e na vida espiritual, que por sua vez, é exemplificado nas curas, vitórias espirituais, resolução de problemas financeiros e emocionais. No entanto, Paulo nos diz a finalidade para a qual esta graça de Deus abunda: “a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra”.
O versículo, portanto, é ainda mais amplo do que a interpretação que Malafaia dá a ele, e aqui é interessante o emprego da palavra suficiência (αὐτάρκεια), ou seja, um estado de ter o que é adequado3. Isto indica que Deus dá sua graça com o objetivo de termos apenas o que nos é suficiente em tudo. Tendo esta suficiência, poderemos abundar em toda a obra. Sendo assim, não podemos entender esta graça dada como um contrato de prosperidade financeira proposto por Deus ao crente. Devemos entender aqui que Deus não deixaria o ofertante passar necessidade por ajudar os pobres.
É interessante notar que há apenas dois lugares na Bíblia onde αὐτάρκεια é usada. O outro uso da nos revela um texto altamente relevante para a discussão da prosperidade:
(1Tm 6:3) Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
(1Tm 6:4) é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas,
(1Tm 6:5) disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro;
(1Tm 6:6) e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento (αὐτάρκεια).
(1Tm 6:7) Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar;
(1Tm 6:8) tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.
(1Tm 6:9) Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.
(1Tm 6:10) Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Aqui em 1 Timóteo 6 vemos a mesma palavra sendo usada por Paulo para combater a cobiça de alguns, que, como os defensores da teologia da prosperidade, faziam da piedade fonte de lucro. Paulo no entanto mostra que o nosso lucro é a piedade com contentamento. Nosso contentamento é ter alimento e vestuário.
Voltando a 2 Coríntios 9, Paulo confirma no versículo 9 que Deus não deixará o ofertante em necessidade:
(2Co 9:9) conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Onde fica bem claro que o tema do capítulo é uma oferta aos pobres, não à igreja. Aqui, justiça está sendo empregada com o sentido de cumprir as expectativas de Deus não especificamente expressas em ordenanças4. Deus sempre lembrará da generosidade de alguém pelo pobre, como o próprio Jesus fez questão de dizer (Mt 10:42; Mc 9:41). É desta mesma justiça que o apóstolo continua falando no versículo 10:
(2Co 9:10) Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça.
Aqui há, portanto, uma promessa de que Deus irá realmente suprir o ofertante de modo que ele não passe nenhuma necessidade. No entanto, quando o apóstolo fala de multiplicar as sementes, estaria ele falando que o ofertante seria próspero materialmente? Afinal de contas, é isto que o pastor Malafaia dá a entender com sua “lei da multiplicação”. Pelo uso da palavra “suficiência” no versículo 8, isto porém não é necessário. Mas é interessante que o apóstolo fala de um enriquecimento no próximo versículo:
(2Co 9:11) enquanto em tudo enriqueceis para toda a liberalidade, a qual por nós reverte em ações de graças a Deus.
Aqui Paulo fala de um enriquecimento “em tudo”, assim como no versículo 8 a suficiência era “em tudo”. Aqui Malafaia vê uma “lei da abundância” refletida na palavra “enriqueceis”, mesmo que Paulo estivesse tratando de suficiência no versículo 8. No entanto, o enriquecimento aqui, seja qual for a natureza dele, possui um propósito. O enriquecimento é “para toda a liberalidade”, ou seja, para toda generosidade. Em outras palavras, Paulo aqui está reiterando aquilo que foi dito no versículo 10: Deus nos dá o suficiente para nosso sustento, bem como para sermos generosos (Ef 4:28; Hb 13:16). Então, se o versículo 11 fala de alguma abundância, ele fala que esta abundância existe para que o ofertante possa ser generoso. A riqueza existe para ser compartilhada, não para ser individualizada.
O que acontece quando esta generosidade é praticada? Paulo nos diz aqui que tudo isto é revertido em ações de graças a Deus. Como se dá isto? Paulo completa:
(2Co 9:12) Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus;
(2Co 9:13) visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;
(2Co 9:14) enquanto eles, pela oração por vós, demonstram o ardente afeto que vos têm, por causa da superabundante graça de Deus que há em vós.
(2Co 9:15) Graças a Deus pelo seu dom inefável.
A caridade glorifica a Deus por que todos veem que são os discípulos de Cristo, por puro amor, que ajudam aqueles em necessidade. E vendo estes discípulos agindo assim, quem não daria graças a Deus? E da mesma forma, os irmãos que são ajudados também oram pelos irmãos que foram generosos, demonstrando o amor que existe dentro da igreja.
Aqui então termina o capítulo 9 e o tema das ofertas aos irmãos de Jerusalém. Uma vez compreendido o que nos é comunicado pelo texto e comparando com a interpretação que dele faz o pastor Malafaia, podemos agora partir para as considerações finais.

Conclusão

Várias vezes durante sua mensagem, o pastor Silas Malafaia pediu que seus ouvintes “duvidassem, criticassem e determinassem”. Partimos então da dúvida, procedendo com a crítica acima. Agora é o momento de determinar. Afinal de contas, o texto de 2 Coríntios 9 é o “melhor compêndio sobre o assunto” da oferta?
Vimos que o texto está falando não da oferta feita na igreja para ajudar o ministério de um pastor que não presta contas a ninguém, mas sim, de uma oferta feita de maneira clara e organizada de irmãos interessados em ajudar irmãos pobres de outras igrejas. Repare que a oferta de 2 Coríntios 9 não é para evangelizar descrentes nem para financiar ministérios de evangelização de qualquer espécie. Há um denominador comum aqui que é a oferta em si, mas o tipo de oferta que é diferente.
Muito do que está presente na oferta aos irmãos pobres de Jerusalém pode ser aplicado às ofertas nas igrejas atuais. É verdade que o ofertante hoje deve ofertar livremente e por amor. É verdade que o ofertante deve ofertar aquilo que lhe sobra. E de certa forma também é verdade que mesmo na oferta para a igreja o ofertante recebe bênçãos, não necessariamente materiais, já que ajuda sua igreja a pagar suas despesas. Podemos obter deste texto princípios gerais de uma oferta.
No entanto, há princípios neste texto que o defensor da teologia da prosperidade não está preocupado em defender. Por exemplo, o princípio da igualdade presente em 2 Coríntios 8:14. A igreja está preocupada em exortar aqueles que têm em abundância a compartilhar com os irmãos mais pobres? Se o patrimônio da igreja tem sobras maiores que os bens de alguns membros, ela se dispõe livremente e de puro amor a compartilhar o seu excesso de arrecadação para que todos seus fiéis tenham igualdade de condições?
E o exemplo do princípio da suficiência? A igreja não deveria manter somente aquilo que ela precisa, compartilhando o resto com os irmãos? Não deveria ela confiar que Deus lhe suprirá toda e qualquer necessidade?
Este texto, muito mais do que o melhor compêndio sobre ofertas, é uma grande lição para todos os cristãos. Ele nos ensina e exorta a sermos caridosos, generosos, solidários. O pastor Malafaia no entanto o transforma em um incentivo para a busca da prosperidade solitária. São mensagens completamente diferentes que nos são propostas. Sendo assim, duvidamos, criticamos e determinamos rejeitar a mensagem pregada pelo pastor Silas Malafaia. Aquela que Paulo pregou, inspirado pelo Espírito Santo, é que representa a mais pura verdade.

Observações adicionais

Desde a publicação deste texto, recebemos alguns comentários que necessitam de algumas explicações adicionais. Aproveitamos a oportunidade dada com a atualização de nosso site, para adicionar estes pontos ao texto.
O primeiro ponto é a menção a "jatinhos" no texto original. Alguns acreditaram que o site estaria acusando o pastor Malafaia de possuir jatinhos e coisas do gênero, coisa que não seria tratada no texto sem uma fonte confiável. Citou-se "jatinho" por que desejava-se dar um exemplo genérico de algo que tem um alto valor, para ilustrar um ponto. Observamos aqui que mesmo discordando do pastor, não buscamos destratá-lo aqui.
Em segundo lugar, argumentou-se que o pastor Malafaia sequer defende a teologia da prosperidade. No entanto, o próprio pastor se declara adepto da teologia da prosperidade ao anunciar o desafio que respondemos aqui:
E eu desafio blogueiros, críticos de meia-tigela, certo, quem planta notícia em internet, invejoso, caluniador, eu vou desafiar você a assistir estes dois programas e me dizer onde é que tá(sic) meu erro teológico, sobre a teologia da prosperidade que eu prego e creio5.
O terceiro e último ponto que temos para comentar é a questão da contextualização. Argumentou-se que o pastor Malafaia estaria contextualizando um texto antigo para nossos tempos. Discordamos disto, pois na contextualização histórica, um texto que fala sobre um assunto é "atualizado" para nossos dias, mantendo o mesmo assunto. Demonstramos no texto acima que o assunto não é dízimo, portanto fazer o texto tratar apenas de dízimo é alterar o seu conteúdo.



Fonte: www. e-cristianismo.com.br

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A BÊNÇÃO APOSTÓLICA

A chamada “bênção apostólica” não é nenhuma novidade no meio evangélico. Ela é tão comum e conhecida como a tradicional leitura feita nos cultos de Santa Ceia (1 Co 11:23-34). Mas, assim como os católicos se prostram diante das imagens sem saber o fundamento de tal prática, do mesmo modo os evangélicos curvam as suas cabeças e abrem suas mãos estendidas em direção ao céu para receberem a dita bênção.

A bênção apostólica é proclamada sempre ao final de cada culto, sendo que somente o pastor local é quem tem a “competência espiritual” para “impetrá-la”. A mesma nada mais é do que o versículo final da segunda carta de Paulo aos coríntios
 :

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” 2 Co 13:13;

palavras estas que são simplesmente uma oração de Paulo clamando em favor dos mesmos.

No que pese o seu valor espiritual, por se tratar de uma oração proferida em nome da Trindade, a qual ainda engloba em sua petição três fatores fundamentais na vida de qualquer cristão (graça divina, amor divino, e comunhão divina), a referida “bênção”, nos moldes como vemos ela hoje sendo praticada nos cultos evangélicos, não passa de uma prática sem o menor respaldo neo-testamentário.

Não quero aqui ser contencioso, nem mesmo ser o causador de uma mudança de prática eclesiástica, mas tão somente fazer um esclarecimento bíblico, para que assim cada crente possa conhecer melhor uma prática tão comum em nosso meio.

Essa “bênção apostólica” (ou oração) nada mais é do que uma herança do catolicismo romano, a qual remonta em sua origem para a bênção aarônica (ou araônica, também conhecida entre os judeus como Nesiat Kapayim, i.e., estender as mãos), assim chamada a bênção descrita em
Nm 6:23-27. Assim se expressou o Papa Leão XIII em sua Carta EncíclicaInscrutabili Dei Consilio:

“A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, a caridade de Deus e a comunicação do Espírito Santo sejam com todos vós (2 Cor 13, 13), Veneráveis Irmãos, e é de todo coração que, a Vós e a cada um em particular, bem como aos Nossos caros filhos o clero e os fiéis de vossas Igrejas, concedemos a bênção apostólica como penhor da Nossa especial benevolência e como presságio da proteção celeste”.

Na verdade todos os cristãos estão autorizados a abençoar e a orar por quem quer que seja (
At 12:5; Rm 12:14; Ef 6:18; Cl 4:2,3), diferentemente da Antiga Aliança, onde havia a figura do sacerdote como o principal responsável pelo ministério da oração e da ministração da bênção (cf. Lv 9:22; Dt 21:5; Js 8:33; 1 Cr 23:13; 2 Cr 30:27). Destaque-se que na Nova Aliança todos os crentes são como sacerdotes (Ap 1:6, cf. 5:10), o que implica dizer que todos tem a competência para exercer o ofício da oração e da ministração da bênção.

Esclareça-se, ainda, que não somos nós em si que abençoamos, mas, como já exposto, apenas oramos pedindo uma bênção sobre alguém (podendo Deus conceder a mesma ou não), haja vista que:

 “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” Tg 1:17, cf. Nm 6:24 e Rt 2:4

Portanto, nenhum crente, independentemente do cargo eclesiástico que ocupa, é detentor de uma unção especial para conceder determinada bênção em detrimento da incapacidade espiritual dos demais. Crer que somente o pastor de uma igreja local é quem tem autoridade para conceder determinada bênção é o mesmo que estar colocando nele a origem da mesma, dando a ele a posição de detentor e distribuidor da bênção, o que contraria o acima exposto.

As palavras de 2 Co 13:13 recitadas ao final de cada culto não podem ser tidas como palavras milagrosas ou mágicas. Lembremos que Deus condena a repetição de palavras na oração (
Mt 6:7), bem como que Paulo não repetiu no encerramento de nenhuma outra carta a oração de 2 Co 13:13. Além do mais, antes das palavras em si que são usadas para se pedir algo, a fé é bem mais importante em uma oração (Hb 10:22, Tg 1:6,7).


A referida “bênção apostólica” não é uma bênção especial, mais 
nobre do que as demais orações abençoadoras, mas tão somente é um apego literal a uma passagem do Novo Testamento. Sua prática e observação não vem a ser um pecado em si, pois, como já dito, a ordem bíblica é para sempre “abençoarmos” (i.e., pedirmos a bênção sobre alguém), e creio que a fé e a boa intenção das pessoas envoltas na “bênção apostólica” acabam-na tornando eficaz em alguns casos.Então a mesma deve acabar? Não digo que sim, e nem digo que não. Digo que cada igreja deve ter ciência da verdade bíblica aqui exposta, e assim decidir o que achar melhor, ou simplesmente deixar que o tempo e o costume digam o que deverá acontecer com a “bênção apostólica”. 

Mas que a referida “bênção”, como a vemos hoje no final de cada 
culto, foge da sistemática bíblica, isso é um fato inconteste!



Por: Anchieta Campos

CRISE X MILAGRE


CRISE é uma das palavras mais faladas hoje no mundo. Mas eu gosto mesmo é da palavra MILAGRE.

Crise é o machado cair na água.
Milagre é o machado flutuar.

Crise é o gigante Golias te afrontando.
Milagre é o Davizinho o derrubá-lo e matá-lo.

Crise é ter apenas um pouco de farinha pra comer e depois esperar a morte.
Milagre é esta farinha multiplicar e sustentar tua família e mais o Profeta.

Crise é a falta de água no deserto.
Milagre é a água jorrar da rocha e saciar a sede de milhares de pessoas.

Crise é a perseguição contra os cristãos.
Milagre é o perseguidor também se converter e ainda se tornar um grande apóstolo.

Crise, é a doença que não quer te deixar há 12 anos.
Milagre é você tocar em Jesus com fé e a doença ir embora.

Crise é ter milhares de inimigos querendo te exterminar.
Milagre é você vencê-los com apenas 300 homens.

Crise é ninguém acreditar que você pode ser alguém, nem mesmo teu próprio pai.
Milagre, é Deus olhar pra você, te escolher e te fazer um dos maiores reis de todos os tempos em tua nação.

Crise é viver neste mundo sem Cristo.
Milagre é viver uma vida com Jesus Cristo.
Quem tem Jesus Cristo vive uma vida de Milagres!


Por isto declare: Eu não estou em crise! Eu estou em Cristo, o Deus que realiza GRANDES milagres.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

SALMOS 51. 1-3

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a 

tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a

multidão das tuas misericórdias.

Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-

me do meu pecado.

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu 

pecado está sempre diante de mim.

****************

Os homens gostam de olhar e as mulheres gostam de serem 

vistas. Por causa de uma mulher que, inconsequentemente, 

se exibia banhando de janela aberta, de frente para o 

terraço da casa real, uma tragédia aconteceu. (2 Samuel

11.1-5.).


Nem sempre aquilo que parece uma simples atitude 

inocente, realmente o é. As intenções do coração são 

verdadeiras redes e laços de arames farpados.


O Salmo 51 é o registro da agonia da alma de Davi, após o 

seu terrível crime de adultério e assassinato.

Davi viu, cobiçou, adulterou e tentou esconder o seu 

pecado.

Ele usou quatro planos para encobrir o seu pecado:

a) PLANO A – Dar férias ao marido de Bate-Seba.

b) PLANO B – Dar um banquete ao marido de Bate-Seba. 

c) PLANO C – Encomendar a morte do marido de Bate-Seba. 

d) PLANO D – Casar-se com Bate-Seba para esconder a 

gravidez.

Tudo parecia perfeito. Todas as provas do pecado foram 

aparentemente destruídas. Só uma coisa eles não 

contavam: É que Deus estava vendo: “… porém esta coisa 

que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sm 

11:27).

Deus envia a Davi o profeta Natã. Ele conta um parábola. 

Davi lhe diz: “Este home deve morrer”. Natã lhe responde: 

“Tu és o homem”. (2 Samuel 12)

Davi, então, é tomado por um sentimento de culpa e 

horror. E foi nessa condição que ele escreveu o Salmo 51. 

Aqui Davi reconheceu o seu pecado, arrependeu-se, jogou 

veneno fora e espremeu toda a sua ferida.

Vejamos o arrependimento de Davi, como o caminho da 
restauração. É preciso reconhecimento e arrependimento 
dos erros que cometemos e julgamos inocentes, sem 
maldades e sem malícia. É preciso nos arrependermos! 
Deixemos tudo o que nos atrapalha em nossas vidas, sobre 
o altar do Senhor, hoje. Ele tem perdão para todos nós.
Enquanto Davi calou o seu pecado, a sua vida murchou, os 
seus ossos secaram,a alegria de salvação foi embora, 
porque a mão de Deus pesava sobre ele de dia e de noite.
Não há libertação, cura nem restauração, onde não há 
arrependimento, confissão e consequentemente o perdão.

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, 
mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

Que O Senhor nos abençoe e nos guarde!
Pr. Edivaldo

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A PARADA GAY X EVANGÉLICOS.


Ouvi falar da parada gay em são Paulo realizada no ultimo domingo, dia 07 de junho, devido a grande publicidade feita em torno do evento através dos evangélicos. Fui buscar algumas informações a cerca do evento, pois nada sabia. Até porque, não me diz respeito. Não faz parte do meu quadrado. Buscando algumas informações, vi imagens absurdas e que causam repúdio, nojo, grande desprezo e de total rejeição. Não quero aqui de forma alguma incentivá-los a qualquer tipo de sentimento tóxico contra quem quer que seja, nem tampouco fazer algum tipo de defesa ou apologia, mas, levá-los a uma reflexão coerente e não tendenciosa. E também fazê-los lembrar de que, em nome de Deus, pessoas sempre tiraram proveitos, se promoveram, mataram, extorquiram etc.. Observei que algumas imagens expostas e usadas como referências à última Parada Gay em São Paulo não condiziam com o evento. Foram imagens retiradas de outro evento, chamado de Marcha das Vadias. Aconteceu em 2013, quando da visita do Papa Francisco ao Brasil, na Cidade do Rio de Janeiro, que resultou no indiciamento de um casal que danificou imagens de santos na Marcha das Vadias que aconteceu no dia 27 de julho de 2013 em Copacabana, durante a Jornada Mundial da Juventude. Eles foram denunciados pelo Ministério Público por prática de ato obsceno em local público e de preconceito de religião.
Eles tiraram as roupas, quebraram as imagens e ainda sentaram na cabeça de uma delas. A marcha ocorreu durante a concentração de peregrinos para a 1ª missa da Jornada Mundial da Juventude com o papa Francisco.
Segundo o texto da denúncia, o casal demonstrou intolerância religiosa com os católicos presentes ao evento. "Os denunciados, com consciência e vontade, vilipendiaram publicamente santos e imagens católicas, quebrando-os intencionalmente para demonstrar o seu desprezo e preconceito pela religião católica".
Semelhantemente aconteceu em Roma, no Vaticano, na Praça São Pedro, mulheres que integram o grupo feminista Femen protestaram contra a visita programada do papa Francisco ao Parlamento europeu, em Estrasburgo.
Tais imagens repugnantes e provocativas da Marcha das vadias foram usadas indevida e inadequadamente com referência a última Parada Gay. Qual o objetivo disso¿ para, talvez, provocar mais ira, incitar ódio entre os evangélicos, gerar um sentimento vão de justiça, de revolta, desejo de vingança e ou talvez se criar uma guerra e uma luta contra pessoas¿ Vai se descobrir o que está dentro do coração destes líderes religiosos, destes pastores que manipulam a massa evangélica em nome de Deus, para tirarem proveito disso. O Apóstolo Paulo nos deixa sérias recomendações de como precedermos neste mundo tenebroso e de como devemos agir diante das adversidades e ataques do maligno, em sua Epístola aos Efésios 6.10-20 nos dizendo que:

10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.

14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;

16 Tomando, sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,

19 E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho,

20 Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.

Li o texto de um cantor gospel em que ele encerra seu texto com uma profecia com tempo determinado para o fim da Parada Gay, já para o ano que vem. Ele diz exatamente assim, conforme está transcrito à baixo:

PARADA GAY?
Isto ai é cuspir no NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODOS os nomes!
Eles não sabem do que debocharam e do que fizeram! Que vocês recebam o JUÍZO pelo desrespeito!
QUE VENHA O FOGO DO CÉU SOBRE SODOMA E GOMORA!
Essa parada gay acaba aqui, ano que vem não tem mais! JUÍZO! Indecência do capeta!


Após lê-lo, me lembrei imediatamente da passagem do Evangelho de Lucas 9. 51-56 que diz:
E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.
E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada,

Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém.

E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?

Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.

Se Cristo afirma que não veio destruir a alma dos homens, mas salvá-las, quem somos nós para pedir destruição¿ A exemplo de Cristo, não deveríamos estar pedindo fogo nem destruição pra ninguém. Mas, se não nos recebem, sacudamos a poeira dos nossos pés e saiamos para evangelizar em outras partes.
 Já um pastor evangélico, se pronunciou através da gravação de um vídeo, que está circulando pelo whats app, onde ele inclui exatamente algumas imagens da Marcha das Vadias, sem a menor responsabilidade incitando o ódio, a guerra santa contra manifestantes que fizeram mau uso dos seus direitos constitucionais cíveis de expressão. Ele exige posicionamento, postura das autoridades eclesiásticas e de líderes políticos, incentivando o boicote a compras de marcas patrocinadoras do evento. Tive a impressão que ele tinha arco e flecha nãos mãos. Quanta falta do que fazer! O nosso posicionamento deve ser o de pregar a palavra de Deus como ela é. E dizer que Jesus Cristo salva, cura, liberta, transforma, batiza no Espírito Santo e leva para o céu, ao invés de fazermos pregações de cunho de psicologia, pregações que incentivam absurdamente a prosperidade, mensagens de cunho motivacionais, de autoajuda aniquilando o poder transformador da Palavra de Deus.
   Sem dúvida alguma foram cenas que mereceram nosso total desprezo, nosso total repúdio e deve sim aflorar dentro de nós evangélicos o desejo de sermos mais firmes com relação a nossa fé, sermos mais convictos de quem somos, de termos mais zelo e cuidado com o Nome de Jesus e de provocarmos menos escândalos dentro das igrejas e diante do mundo. O fato ocorrido deveria despertar mais em nós o desejo de evangelizar, de ganharmos mais almas, nos compadecermos dos miseráveis que estão morrendo sem salvação, ao invés de promovermos marchas onde Jesus não é o centro-foco, movimento que serve de palco para promoção de artistas que se chamam pelo nome de evangélicos e que estão desviados das verdades do mesmo evangelho, que pregam um Cristo em que eles mesmos não acreditam e nem O adoram em espírito e em verdade, falsos adoradores, lobos com peles de ovelhas. Bastaria dar uma olhada em alguns dos feitos e analisarmos as palavras de Jesus da forma como aparecem na Bíblia para imaginarmos que, se Jesus estivesse ali, naquele momento, Ele mesmo teria fugido da apoteótica marcha para Jesus realizada em sua homenagem. Acredito que Ele teria fugido para se encontrar, na periferia da cidade, com a caravana de excluídos pelos próprios evangélicos fundamentalistas, todos os diferentes e perseguidos pelos poderes conservadores, aqueles com os quais Jesus se entendia muito melhor do que com os sacerdotes e doutores do Templo. A Marcha para Jesus tinha como título “Exaltando o Rei dos Reis, onde se ouviram verdadeiros gritos de guerras contas algumas classe de pessoas, a minoria excluída pela nossa sociedade. Alguma semelhança com a Parada Gay seria mera coincidência.
As cenas da Parada Gay me provocam repugnância, mas não a intolerância. Não me inspiram a maldade, mas sim, a piedade. Não me inspiram o ódio, mas ao amor de Cristo. Não me inspiram a dureza de coração, mas a misericórdia. Não arrancaram de minha alma a ardente e famigerada indignação contra uma classe de pessoas totalmente ignorantes à cerca das verdades bíblicas. Mais uma fez faço referência ao versículo de Lucas 23.34, quando Cristo na cruz, olha para aquele cenário e para aquelas pessoas O urubutizando na cruz, e Ele orando diz:
E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. (Lucas 23.34)
Acredito que com todo esse burburinho, os organizadores da Parada Gay conseguiram seu objetivo. Estão sendo notícia em todo país, quiçá pelo mundo, por pelo menos esta semana. E quanto a transexual Viviany Beleboni, acredito que hoje ela seja a mais nova celebridade do momento. Quem sabe ela não aproveita o momento e consegue alçar ao estrelato concedendo entrevistas, aparecendo em programas de tvs, nos talking shows, estampando capas de revistas e de jornais graças aos evangélicos incautos.
Para infelicidade dos organizadores da tal Parada Gay, parece-me ela ter perdido seu sentido original que sempre foi o de conquistar direitos civis e de igualdade diante da sociedade. Hoje mais parece um desfile de carnaval fora de época, com um enredo repetitivo e cansativo, com ritimistas sem ritimos, destaques sem destaque algum, que não reconhecem o sentido original de suas fantasias e nem o seu lugar, um samba enredo cantado fora de compasso, atravessado e desafinado, sem ter um corpo de jurados legais para fazerem uma legítima avaliação de sua apresentação que estourou o tempo regulamentar e não percebeu que é hora de sair de cena e da avenida e com uma plateia pouco disposta a aplaudir e a ovacionar os ilustres desconhecidos, que caminham sob um sol escaldante, sem rumo e sem direção, procurando chamar exaustivamente a atenção com sua teatralidade amadora, escondendo seus medos, tristezas e frustrações com uma maquiagem assustadora, através de suas caras e bocas, e sem a competência de fazerem uma grande apoteose final. Para mim, a Parada Gay é hoje um grande mico para quem buscava respeito e dignidade diante da sociedade e que acabou se desrespeitando com atitudes e exibições nada convencionais, com a libertinagem de quem não soube fazer uso de sua liberdade, numa exposição gratuita e de fazer vergonha por práticas e atos obscenos em local público e de preconceito de religião.
Mas como evangélico, não lhes ofereço meu ódio, nem a minha ardente condenação, ou a minha fervorosa ira, mas a minha doce, serena e simples palavras misericordiosas, tais quais aquelas que já mencionei acima, as Palavras de Jesus na cruz:

 Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem. (Lucas 23.34)
 Porque, por certo, eles não sabiam o que de fato estavam fazendo, ao contrário de muitos evangélicos, de muitos crentes, de muitos cristãos que sabem exatamente o que fazem e que não deveriam fazê-lo. A homossexualidade é um ato abominável segundo a Palavra de Deus e como cristão não aceito a prática da homossexualidade. E oro para que O Espírito Santo os leve ao verdadeiro arrependimento e eles tenham a chance de conhecer a Cristo e terem direito a salvação como nós um dia tivemos. Assim como a Palavra de Deus abomina a homossexualidade, a mesma Palavra de Deus abomina o crente que faz contenda entre irmãos, que semeia discórdia entre seus semelhantes, que cria intriga e inimizade, causando desarmonia no seu ambiente social.
Nada, absolutamente nada do que vi na Parada gay me causa estranheza, espanto, surpresa ou decepção. Nada do que vejo passar em qualquer outro lugar ou através de qualquer veículo de comunicação, em novelas, filmes, programas de auditórios,  tudo o que se refere ao mundo secularista, nada me choca ou me escandaliza. Jesus Deixou tudo escrito nos avisando que tudo isto aconteceria mas que se fôssemos fiéis a Ele, Ele nos guardaria. Lembrei-me da passagem de João 15, mais exatamente os versículos de 13-17.
Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.
Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.

Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.

Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.

Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.

Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou.

Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado.

Quem me odeia, odeia também a meu Pai.

Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.
Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo.

Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim;

e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio.

Lí uma notícia sobre um Deputado Federal, que, devido a última Parada Gay de São Paulo, ele criou um projeto lei para criminalizar o que estão chamando, assim como ele, de Cristofobia. Cris-to-fo-bi-a¿ Acho que o deputado e todas as demais pessoas que acham que descobriram a pólvora através da tal Cristofobia, nunca leram este capítulo que citei acima, de João 15. 13-27.
A Cristofobia, se é que podemos assim chamar, existe desde a antiguidade e o Velho testamento é uma das provas disto. Todas as profecias do Antigo Testamento indicavam o nascimento de um Cristo, Filho de Deus, que iria padecer e sofrer dores, ser maltratado, humilhado, pisoteado, rejeitado, vituperado, transpassado e por fim crucificado. Um exemplo simples está em Isaías 53.1-12
Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?

Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido.
Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.

Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.

Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.

Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.

Esta tal Cristofobia teve seu ápice quando da perseguição de Herodes a todos os recém-nascidos do sexo masculino da idade de dois anos para baixo, da cidade de Belém, até de seus arredores, segundo a indicação das profecias que falavam do nascimento de Jesus O Cristo, O Filho de Deus.Temendo então Herodes o seu nascimento, ele simplesmente manda exterminar todos os meninos sem dó nem piedade. Manda matá-los todos.

Mateus 2.13-18 diz:
Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito;
e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho.

Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos.

Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias:
Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, [choro] e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem.

Vejamos então que, esta tal Cristofobia já é antiga e culminou com a crucificação de Jesus e permanece até os dias de hoje. Tem muita gente querendo aparecer e tirar vantagens do nome de Jesus. Cristofobia não é algo da modernidade, isto é surreal, já está escrito na Bíblia. Assim como crucificação de Jesus, também é atualíssima nos nossos dias. A mesma Palavra de Deus que abomina e condena a homossexualidade, condena muitas outras práticas tais como: o adultério, o roubo, a falsa testemunha, a mentira, a arrogância, a ira, o homicídio e este, Jesus deixou bem claro que não são somente aqueles que matam o corpo, mas que fere e mata a alma, os sentimentos, aqueles que matam todos os dias os semelhantes com palavras, com atitudes, com atos. Assim também como o adultério ao qual Jesus se referiu, não foi o de consumação do ato, mas do pensamento que cobiça a mulher do próximo, a irmã casada da igreja, o marido da vizinha. Basta pensar, que já adulterou. Como evangélico, não posso ter dois pesos e duas medidas, parâmetros plurais para os meus julgamentos. Ou seja, condeno uma coisa e absolvo outras. Tenho que ter uma só conduta e uma só palavra. Pecado é pecado seja ele qual for e praticado por quem quer que seja.  A crucificação de Jesus continua a existir quando O Crucificamos todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando promovemos escândalos dentro das igrejas. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando um Pastor motivado por sua ganância é denunciado e preso por estelionato, por desviar os dízimos da igreja, Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando um irmão mente e engana a outro irmão. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando um líder político que se diz evangélico, estampa as capas das revistas e jornais por estar envolvido em esquemas de corrupção, em roubos e falcatruas, Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando uma irmã calunia e difama a outra irmã provocando-lhe tristeza, dor e sofrimento. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando a esposa do pastor é arrogante, soberba e trata os seus irmãos e semelhantes com acepção, Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando um Presbítero não exerce a prática do amor de Deus nem tampouco exerce sua piedade e misericórdia sobre seus semelhantes. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando não estendemos as mãos para ajudar o nosso próximo, quando somos avarentos e presunçosos. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando deixamos de pregar a verdadeira essência de sua Palavra. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando nos desviamos da sua verdade, quando nos prostituímos, nos drogamos e nos entorpecemos com tantas drogas letais difundidas em seu Nome e que nos é convenientes e aceitamos nos embriagar delas. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha, provocando-lhe dor cruel, quando um cantor gospel se separa de sua esposa legítima, porque se envolveu com sua secretária e caiu em adultério. Expomos e crucificamos a Cristo todos os dias, provocando-lhe dor cruel, quando líderes evangélicos disputam e brigam por um espaço de canal de TV, dispostos a pagarem milhões, para promoverem sua vaidade, venderem suas publicidades, se exibirem mostrando sua sabedoria fajuta. Crucificamos a Cristo todos os dias com os pregos da vergonha e ignomínia, provocando-lhe dor cruel, em nossas paradas particulares, pecaminosas e as escondidas.
Torno a dizer que, não me chocaram nenhuma das imagens da Parada Gay, pois já esperamos atitudes como estas de deboche, de irreverência, de e desrespeito, de imoralidade, depravação e de total desalinho com a palavra de Deus, pois já é de se esperar atitudes tais. Porque assim está escrito em 1 João 5.18-20:

Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.
Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo jaz no maligno.

E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Mas fico triste, sim quando os cristãos expõe o seu Cristo crucificado dentro da igreja, nos jornais, revistas e todos os dias nas mídias.  Exemplos de moralidade, de civilidade, de pacificação de cristianismo, de compaixão e cristandade, demos nós, os evangélicos. Tal qual Oseias:

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
Oséias 6:3.

E inda façamos valer esta palavra: E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;

Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
Marcos 16:15-18


A Paz do Senhor!