quarta-feira, 29 de maio de 2013

"ATé o Papa tem pecados."

 

Até o Papa tem pecados, diz Francisco em audiência no Vaticano.

Multidão enfrentou chuva para ver o pontífice na Praça de São Pedro.
Ele disse que a Igreja não foi criada por homens, mas é 'obra de Deus'.



O Papa Francisco durante a audiência desta quarta-feira (29) na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Andrew Medichini/AP)
O Papa Francisco durante a audiência desta quarta-feira (29) na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Andrew Medichini/AP)
 
O Papa Francisco disse nesta quarta-feira (29) que a Igreja Católica não é uma organização criada por um grupo de pessoas, mas é "obra de Deus", que está composta de pastores e fiéis com seus "defeitos e pecados", e que "até o Papa tem pecados... e muito", mas Deus sempre os perdoa.
 
Diante de mais de 100 mil pessoas sob chuva, o Papa argentino celebrou na Praça de São Pedro, no Vaticano, a tradicional audiência das quartas, cuja catequese dedicou à Igreja e ao "projeto de Deus" de que todos os homens sejam uma única família e "sintam-se a família de Deus".
 
"Neste projeto, encontra suas raízes a Igreja, que não é uma organização nascida do acordo de algumas pessoas, mas, como nos recordou tantas vezes o Papa Bento XVI, é obra de Deus", disse.
O Papa disse que a Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todos os homens à comunhão como ele, à sua amizade, a "sair do individualismo, da tendência a se fechar em si próprios, e a formar parte de sua família".
 
Ele lembrou que, no entanto, muitas pessoas dizem: "Cristo sim, Igreja não", "creio em Deus, mas não nos sacerdotes"; mas assegurou que é a Igreja quem leva os homens a Cristo e a Deus.
 
"Com certeza, os que a compõem -padres e fiéis- têm defeitos, imperfeições e pecados", disse. "Também o Papa tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não nos esqueçamos disso."
 
Alguns teólogos destacam que a "humilhação" do pecado "permite ver algo mais belo", disse.
 
O Papa também disse que Deus criou o homem para que viva em profunda relação com Ele e que, inclusive, "quando o pecado rompe essa relação, Deus não nos abandona".
 
"Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, lhe oferece seu amor e o acolhe", disse o Papa, que acrescentou que a Igreja nasce do "gesto de supremo de amor da cruz, das costas abertas de Jesus, de que saíram sangue e água, símbolos dos sacramentos da eucaristia e do batismo".
 
Francisco também disse que a Igreja se manifestou quando o Espírito Santo "tocou o coração dos apóstolos e os impulsionou a anunciar o Evangelho, difundindo o amor".
 
A audiência foi vista por fiéis de vários países, como Espanha, El Salvador, Equador, Honduras, Peru, Argentina e México, a quem o Papa convidou a viver a fé "não só como um dom e um ato pessoal, mas como resposta à chamada de Deus para viver juntos, sendo a grande família dos convocados por Ele".
 
 
Do G1, em São Paulo.

domingo, 26 de maio de 2013

PREFEITO DO RIO SE ENVOLVE EM BRIGA EM RESTAURANTE

Prefeito do Rio é acusado de agredir

escritor em restaurante na zona sul

 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Wanda na Cadeia.

Wanda, personagem de Totia Meireles em "Salve Jorge", na cadeia.

Após muitas críticas e ameaças de boicotes por parte dos evangélicos à trama de Glória Perez, a novela “Salve Jorge” seguiu em frente e chegou ao fim na última sexta-feira, dia 17 de maio, atingindo 45 pontos segundo o Ibope. A grande surpresa e destaque do último capítulo de "Salve Jorge" foi o final da vilã Wanda, vivida pela atriz Totia Meirelles, que terminou na prisão e convertida ao evangelho de Jesus Cristo, tornando-se uma “crente.”

 "Eu aceitei Jesus". Disse a ex-traficante à comparsa Lívia Marini, personagem vivido pela atriz Claudia Raia, que, também presa, articulou para voltar à carreira de crimes com um figurão que aparece para visitá-la. "Eu preciso de um conde italiano. Cada um se defende como pode", disse a personagem.

 A autora deixou para dar sua resposta aos evangélicos exatamente no último capítulo da novela. Com um soco com luva de pelica, ela ironiza e satiriza através da personagem Wanda, que bandidos facínoras, após presos, aceitam a Jesus na cadeia e se tornam “cordeirinhos”, pessoas sóbrias, redimidas de suas culpas e erros diante da sociedade. Denotando que, ao entrar para cadeia, é só aceitar a Jesus e tomar uma postura de conversão ao Evangelho, que fica tudo certo. E que o mau elemento está redimido de suas barbáries, homicídios e delitos cometidos ao longo de sua carreira criminosa. Uma coisa é totalmente distinta da outra: Aceitar a Jesus como Salvador e pagar suas dívidas com a sociedade. Conversão ao Evangelho é para remissão e perdão dos pecados através do sangue de Jesus e garantia de vida eterna. Isto não imuniza ninguém de pagar a sociedade o que realmente deve. A sociedade tem leis e autoridades competentes para aplicá-las devidamente. Talvez Glória Perez por desconhecer as Escrituras Sagradas, não saiba que a verdadeira essência do poder do evangelho é exatamente esta: O poder transformador! O poder de transformar um bandido e um traficante, numa pessoa de bem, quando de fato existe uma verdadeira conversão. É o poder que transforma o caráter de uma pessoa. O Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo tem o poder de libertar, limpar, transformar e regenerar um bandido e qualquer outro tipo de pessoa que vive à margem da sociedade em uma nova criatura em Jesus. Talvez por desconhecer as Escrituras Sagradas, torno a dizer, ela, Glória Perez,  desconheça verdades contidas na mesma, como está escrito no Evangelho de S. Lucas, cap. 19.10 e no Evangelho de S. Marcos, cap. 2.17:

 Porque O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. (Lucas 19.10)

 E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento. (Marcos 2.17).

 Sabemos também que Glória Perez teve motivos muito particulares e pessoais para fazer o que fez com a personagem Wanda. Há 21 anos, sua filha Daniela Perez, foi brutal e covardemente assassinada pelo seu então colega de trabalho, que dividiam o mesmo set de gravação da novela De Corpo e Alma, o também ator Guilherme de Pádua, em coautoria com sua ex-mulher Paula Thomaz. Hoje, após cumprirem pena, ou parte dela, ambos estão em liberdade e Guilherme de Pádua dentro da cadeia teve um “encontro com Jesus”, tornando-se um evangélico “exemplar.” Glória Perez foi a única sentenciada e condenada a prisão perpétua da dor e a chorar lágrimas amargas e eternas de angústia e de sofrimento de uma mãe que perdeu a sua filha. Uma coisa me chamou muito a atenção nesse movimento evangélico de boicotar a novela “Salve Jorge”, através das redes sociais. Longe de fazer qualquer apologia a telenovelas, pois todas têm em comum traços e cenas de prostituição, vocabulários torpes, adultério, violência, crueldade, desequilíbrio emocional, falhas de caráter, de personalidade, desvios de conduta, inversão de valores e etc... Mera coincidência com a vida real e nada que não se encontre em qualquer meio social. Acredito que cada pessoa salva em Jesus Cristo, tem consciência do certo e do errado segundo a orientação bíblica, além de se ter o Espírito Santo de Deus como Guia e Condutor, que conduz e dirige, o crente fazendo-o saber até onde pode ir e chegar. Desacredito piamente que uma novela seja capaz de subtrair a fé de alguém que esteja firmado nos pés de Jesus, assim também como desacredito que uma minissérie como “O Rei Davi”, teria o potencial de acrescentar a fé de qualquer pessoa. Se formos levar em consideração a adaptação feita para a tevê, é melhor nem comentar. Desse burburinho que se levantou na época, tipo, assistam Rei Davi (reprise), e não a “Salve Jorge”, eu preferi ficar com o Rei Jesus Cristo que me salvou e me libertou da escravidão do pecado e me deu direito a vida eterna.
Como disse, algo me intrigava com relação a todo esse barulho com relação à novela “Salve Jorge”. Anterior a “Salve Jorge”, os crentes assistiram “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro, em que a trama central circulava em torno de uma mentirosa, inescrupulosa, adúltera de marca maior e tremenda mau caráter, que vivia com seu amante, seu concunhado Max, vivido pelo ator Marcelo Novaes, sob o mesmo teto do seu marido, Tufão, o ator Murilo Benício, a tal da Carminha, vivida brilhantemente pela atriz Adriana Esteves. Suas loucuras e bordões passeavam pelos corredores das igrejas como se fosse a coisa mais angelical do mundo e não houve uma manifestação por nossa parte, os evangélicos, contra a imoralidade e depravação da personagem, mas havia quase que  um fascínio por suas vilanias. No mesmo momento, no horário das 18horas, passava a trama “Amor Eterno Amor”, de Elizabeth Jhin, em que a trama central circulava em torno de um espírito desencarnado, chamado Elisa, amor de infância do personagem Rodrigo Prado Borges, vivido pelo ator Gabriel Braga Nunes, que reencarna em Miriam, personagem vivido pela linda atriz Letícia Persiles, que reencontra sua alma gêmea, que é o Rodrigo. E lá estávamos nós, os evangélicos desocupados, torcendo pelo espírito desencarnado e reencarnado, tecendo comentários acerca do casal da telenovela nos bancos das igrejas antes dos cultos. E ainda Havia a “inocente” e cômica “Cheias de Charme”, que não vou comentar o comportamento totalmente imoral da personagem Chayene, aquela do bordão “curica”, interpretada pela atriz Cláudia Abreu. Talvez Salve Jorge tenha causado todo esse frisson ou frenesi pelo sincretismo religioso, de São Jorge e Ogum.

 Em Salmos 101.3 diz: Não colocarei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam. Não se apegará a mim.

Cabe a cada um selecionar o que seus olhos enxergarão. Quantas vezes, dominados por dois demônios chamados “nada a ver” e “não tem problema algum”, permitimos que tantas coisas demoníacas entrem em nossas casas que vem disfarçado através de desenhos animados, aparentemente inocentes, que permitimos nossos filhos assistirem e até reproduzirem alguns comportamentos. Permitimos que a internet sirva de instrumento do demônio através de redes sociais, bate-papos e pornografias veladas. Quantas vezes a maldade, a perversidade estão entranhadas no coração do mais santo cristão que fala mal, que amaldiçoa que humilha e pisa o seu irmão. E que ainda carrega a soberba e a arrogância com soberania dentro do coração, exibindo-as através de atitudes e práticas como troféus. Acredito que seja momento de nós evangélicos revermos os nossos valores e pensarmos quem realmente somos ou queremos ser: Crentes sérios e reconhecidos pelas marcas de Cristo em nossas vidas, ou crentes fajutos, cheios de erros e defeitos, fingindo ser perfeitos para enganarmos a nós mesmos. Porque a Deus, a este, ninguém engana. Deveríamos procurar resgatar o tempo em que nós, evangélicos, éramos mais respeitados, éramos mais bem vistos e não tão malhados como Judas em manhã de Sábado de Aleluia. O tempo em que ser evangélico não era um modismo, mas uma certeza e convicção de fé em Jesus Cristo e que o dinheiro não era o combustível para se pastorear uma igreja, mas ganhar almas que estavam e estão perdidas neste mundo de depravação e pecado. Glória Perez soube aguardar não tão silenciosamente, mas respondeu no momento oportuno e à altura o que pensa da conversão ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por pelo menos por criminosos traficantes carentes da misericórdia e piedade divinas. Oremos por ela, Glória Perez, tão amada e respeitada por seu público e por sua classe, para que um dia ela possa ter um encontro com Jesus e aceitá-lo como único e suficiente salvador de sua vida e então, assim, descobrir as verdades contidas nas Sagradas Escrituras, ora ignoradas por ela. – E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8.32

A Paz do Senhor!

Texto: Edivaldo Santos

 




 

domingo, 12 de maio de 2013

O Espírito Santo nos convence


Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro. Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: ”Eu sou bom.”
O Espírito Santo faz diferente. Antes de errarmos, ele procura nos convencer a deixarmos o erro ou a sua possibilidade para que não pequemos. Ele nos leva através de sua voz serena e sublime exatamente para o centro da vontade de Deus, enquanto os anjos nos cercam. Ele começa a nos lembrar quem somos, a quem pertencemos, nos diz que podemos resistir e vencer ao invés de ceder. A partir daí, a decisão é somente nossa.