quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A crucificação de Jesus, analisada do ponto de vista médico.




DESCRIÇÃO DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO, POR UM MÉDICO.


Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte como aquela.A seguir, um relato médico pelo Dr. Barbet (médico francês), dos sofrimentos de Jesus Cristo por mim e por ti:


NO GETSÊMANI (Lucas 22.44)

Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.


O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pela e então escorre por todo o corpo até a terra.

A FLAGELAÇÃO E A COROA DE ESPINHOS (Lucas 23.1-25, João 19.1-17)

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio.


A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois, o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

A CAMINHADA ATÉ O CALVÁRIO (Lucas 23.26-32)

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado á multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesam uns 50 quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega e lhe esfola o dorso. Finalmente, para ganhar tempo, os soldados escolhem um homem na multidão, Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a estaca sobre suas costas, para que a levasse após Jesus.

A CRUCIFICAÇÃO (Lucas 23.33-49, João 19.18-37)

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere á carne viva; ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer.


Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. 

A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, encostam-no na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical.

Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam as pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés.


AS HORAS NA CRUZ 

Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semiaberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara uma esponja embebida em bebida ácida em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz.


Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuado: os deltoides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis; em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço e os respiratórios.

A respiração se faz, pouco a pouco, mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.

Mas o que acontece? Lentamente, com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Que tortura!

Atraídas pelo sangue que escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las. Pouco depois, o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Deus meu, Deus meu, porque me abandonastes?". Jesus dá seu último suspiro: "Está tudo consumado!", e em seguida, "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre. Em meu lugar e no seu lugar.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Perdoar é preciso.



                        

Então Pedro se aproximou dele e disse: 

Senhor, quantas 

vezes devo perdoar a meu irmão, 

quando ele pecar contra 

mim? Até sete vezes?


Respondeu Jesus: Não te digo até sete 

vezes, mas até setenta vezes sete.



Mateus 18:21-22

Aprende com o erro alheio.







Aprenda com os erros dos outros. 

Você não viverá tempo suficiente
 
para cometer todos os erros por si mesmo.

(Eleanor Roosevelt)

Pense Antes De Abrir A Boca.


Tire o seu coração de perto da boca. 
domine a tua língua. 
A palavra corta fundo como o fio da lâmina.
 Depois que ela corta, se abre uma ferida
que pode não cicatrizar jamais. 
Por isso, Pense antes de falar. 
Se for para abrir a boca sem pensar, 
Que seja somente para bocejar.






quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Estrelando, o Prefeito Eduardo Paes.

Eduardo Paes diz que pagaria para que próximo filme de Woody Allen seja no Rio de Janeiro. 


Woody Allen
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, não pretende medir esforços para que Woody Allen grave seu novo filme no Rio de Janeiro. Segundo o jornal 'O Globo', Paes disse que, se preciso, bancaria toda a produção do longa.

"Eu quero muito que ele venha! Já fiz de tudo. Falei com a irmã dele, mandei bilhete via (o arquiteto Santiago) Calatrava, que é vizinho dele em Nova York, e pago o que for para que ele venha filmar aqui. O Reage Artista vai me matar quando eu der os milhões que o Woody pedir. Mas eu pago 100% da produção".

O  próximo filme de Woody Allen (depois de Blue Jasmine) não tem previsão de estreia, mas o cineasta já estuda o Rio de Janeiro como possível candidata para locação.


Mesmo mantida em segredo, a trama ganhou as suas primeiras imagens de bastidores. Nelas são reveladas o visual de época de Emma Stone e Colin Firth no set francês.


Pouco se sabe sobre a produção, mas o longa se passa na Côte d'Azur, entre os anos 1920 e 1930.
Enquanto isso, Blue Jasmine, que foi rodado em Nova York e São Francisco, tem estreia prevista no Brasil para 11 de outubro.

Fonte: Yahoo! Cinema,  Por Daniel Reininger .

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Quero iniciar este texto deixando claro que não tenho absolutamente nada contra cultura e arte e muito menos contra a sétima arte, que é o cinema. A minha indignação permeia a declaração excessivamente entusiasmada, incoerente e inconsequente do Prefeito Eduardo Paes, em meio a tantos problemas que a Cidade do Rio de Janeiro enfrenta e atravessa, com seus serviços públicos municipais tão precários, com a saúde cada vez mais doente, pedindo socorro e em estado grave, quase em estado terminal,  a educação com professores em greve e desvalorizados por salário baixos, sendo agredidos em salas de aula, desrespeitados e desonrados pela própria prefeitura. O   transporte com seus pneus furados, com seus  trilhos enferrujados, botes lotados atravessando a Baía de Guanabara, e transportes estes, que muitas vezes deixam trabalhadores a pé pelo meio do caminho, quase atravessando o mar a nado, quando não tem que se equilibrar sobre trilhos energizados. A segurança pública sentindo-se ameaçada , precisando de escoltas e guarda-costas para se proteger. Acredito, que não seria o melhor momento para uma declaração como esta, Sr. Prefeito. Penso que Seria mais justo e louvável  se o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes, tivesse tanto empenho e determinação assim no que diz respeito a bancar  uma produção de Woody Allen, também no que diz respeito aos serviços públicos municipais, entre tantas outras coisas que nós meros cariocas necessitamos. Não posso ser injusto e dizer que, como um menino que brinca de vídeo game, ele, o Sr. prefeito Eduardo Paes, não esteja buscado meios e táticas para um grande game over e entrar para a célebre galeria dos grandes estrategistas públicos. Mas continuo acreditando que ele deveria estar mais preocupado e empenhado, usando seus contatos internacionais, usando de sua nobre influência adquirida ao longo dos anos de sua carreira política para pagar o quanto fosse preciso e necessário para melhorar os serviços de educação, de saúde, de transporte e de segurança que são a base para toda sociedade e prioridade de qualquer governo. Seria bom que ele tivesse tamanho  empenho em pagar 100% da produção de um filme de Woody Allen, também para oferecer melhores condições de trabalho para estes profissionais já citados. Pena que o Sr Prefeito não tenha o mesmo empenho e disposição, ou pelo menos, parecidos, para melhorar as questões citadas de forma realmente efetiva e não simplesmente de forma decorativa e ilustrativa, tipo para “inglês ver.” Gostaria de ver o Sr Eduardo Paes ou alguém de sua família ter que enfrentar trens, metrôs, barcas e ônibus lotados na volta para casa após 8 horas de trabalho estressantes,  enfrentando o desconforto e a humilhação que cidadãos comuns sofrem todos os dias por serem menos favorecidos e necessitados dos “favores” da prefeitura. Gostaria de ver o Sr Prefeito retornando da faculdade ou da escola às noites, intranquilo e amedrontado, dentro dos transportes coletivos, sentindo-se inseguro e ameaçado a cada quilômetro percorrido e ao caminhar em direção a sua moradia pelas ruas da nossa cidade sem nenhuma segurança efetiva.Ou precisar dos serviços médicos municipais em uma emergência de um hospital, após ter sido vítima de uma bala perdida ou com um filho nos braços precisando de socorro. Aconselho ao Sr. Prefeito Eduardo Paes a aplicar este dinheiro no que realmente possa interessar a sociedade no todo e não em partes. Fazer bonito com o dinheiro alheio, ou melhor, público é muito bom!. Usar o dinheiro dos cofres públicos para pagar produção de Woody Allen, é algo cinematograficamente  holywoodiano. E não me venham falar que isto seria em nome da arte e da cultura, porque cultura e arte é ainda artigo de luxo e para poucos neste país. É muito amadorismo e deslumbramento de um governante. O Sr. Prefeito do Município do Rio de Janeiro, deveria administrar a Cidade como gente grande e não como uma criança que brinca de administrar seu parquinho de diversão particular.


Texto: Edivaldo Santos