domingo, 11 de agosto de 2013

Viagens de Cabral

Rio bancou dias livres de Sérgio Cabral na Europa


O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, concede entrevista no palácio Laranjeiras
 
O Estado do Rio bancou quatro dias livres do governador Sérgio Cabral (PMDB) em Bruxelas e Londres, em 2008. Sem qualquer compromisso oficial, ele recebeu verbas públicas a título de diárias para visitar as cidades.
A viagem à capital belga, nunca divulgada, antecedeu missão oficial a Paris. As informações constam de despachos diplomáticos das embaixadas desses locais.
A reportagem cruzou as informações dos diplomatas com documentos do governo estadual, que aprovou as diárias de Cabral.
Em fevereiro, a Folha revelou que o governo havia omitido 35 dias que Cabral tinha passado em viagens no exterior. Em três casos, haviam sido aprovadas mais diárias do que o período de encontros oficiais divulgados.
Os documentos diplomáticos confirmam em dois casos que Cabral de fato não teve compromissos oficiais nessas datas a mais.
De 19 a 21 de maio de 2008, Cabral cumpriu missão oficial em Paris com extensa agenda na capital francesa.
O governador, no entanto, chegou à Europa no dia 16. Foi direto para Bruxelas, acompanhado da primeira-dama, Adriana Ancelmo.
Ele só desembarcaria em Paris no dia 18, às 17h46, segundo programa enviado pela Subsecretaria de Relações Internacionais à Embaixada do Brasil em Paris.
Pelos dois dias em Bruxelas, cumprindo "programa privado", Cabral recebeu R$ 1.525,40. A visita à capital belga nunca foi divulgada pelo governo nem descrita na lista de viagens oficiais do peemedebista.
Na capital inglesa, a missão do governador começou em 1º de setembro. Cabral desembarcou no dia 29 de agosto, para "instalação no hotel Claridges", um cinco estrelas.
Segundo o programa enviado à Embaixada de Londres pela subsecretaria, os dias 30 e 31 de agosto seriam "livres". Pelo período, Cabral recebeu R$ 1.782.
As diárias são pagas pelo Estado para cobrir as despesas com hospedagem, transporte urbano e alimentação dos funcionários públicos em viagem oficial.
O valor é repassado antes da viagem com base em estimativa de gasto. Apesar de lei estadual exigir a prestação de contas, o governo não tem cumprido a regra.
OUTRO LADO
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou, por meio de nota, que devolverá os recursos recebidos pelos dias de passeio em Bruxelas, em maio de 2008.
Não é a primeira vez que Cabral devolve recursos de diárias. A Folha revelou no ano passado que ele recebeu R$ 2.000 para missão oficial em Paris, em 2011, apesar de ter os custos pagos por cartão corporativo do governo.
A nota diz que não ocorrerá o mesmo em relação a Londres. O governo sustenta que Cabral teve compromissos oficiais em 30 e 31 de agosto.
 
Deputado do PSOL fará denúncia ao
Ministério Público sobre viagens de Cabral
 
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) fará denúncia ao Ministério Público sobre o fato de o governo do Rio ter bancado quatro dias livres do governador Sérgio Cabral (PMDB) em viagens a Bruxelas e Londres, em 2008, mesmo sem que houvesse compromissos oficiais nesses lugares.  
 
Fonte: Folha de São Paulo.
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CONSELHOS PRÁTICOS PARA SE VIVER

Eleve sempre seu pensamento a Deus! Fazendo assim, você terá uma visão superior da vida, das situações e das pessoas.
Crie metas! Tenha fé e perspectivas. Não dê atenção para o desânimo. Não perca a esperança. Sempre haverá um novo amanhecer e um novo dia para se tentar outra vez. Realizar e conseguir são apenas consequências.
Tenha paz de espírito! Não se desespere por nada.  Manter-se equilibrado é para todos, mas apenas poucos conseguem se manter de pé e equilibrados na corda bamba da vida.
Mantenha sempre a sua mente exercitada por bons pensamentos! A amargura, o rancor e a mágoa ainda são as principais causas do câncer.
Cultivar o ódio não é um bom investimento. O retorno sempre será negativo. Faça do seu coração uma caixinha de joias preciosas e não uma lixeira.
Sorria sempre! Sorrir embeleza o rosto e fortalece os músculos da face. Dispense as aplicações de botox e as cirurgias plásticas desnecessárias.
Chorar também faz bem! Irriga a pele e libera substâncias químicas.
Estender as mãos fortalece os músculos do braço! E abraçar alguém, fortalece os dois braços.
Ter amigos é uma grande dádiva! Mas nem por isso eu tenho que concordar com tudo o que eles me dizem só pra mostrar que sou bom e que amigo deles eu sou.
Discordar não é sinal de inimizade, mas de maturidade e afinidade. E o silenciar-se nem sempre é sinal de sabedoria, mas é também um sinal de covardia.
Cumprimente as pessoas e seja sempre cordial com elas. A boa palavra é como o mel, adoça o paladar de todos.
Procure sempre se fazer por entender por todos os que estiverem à sua volta! Por isso, fale, se expresse, opine. Mas procure falar pouco e sempre em tom baixo. Porque o falar muito é sinal de desespero, o falar pouco é sinal de prudência e o falar baixo é sinal de educação e elegância. 
Não seja irresponsável com suas palavras, seja sempre prudente no seu falar.
Não se torne refém de tuas próprias palavras e nem seja condenado pelas mesmas.
A palavra é como flecha na mão do arqueiro: Uma vez disparada, ela vai seguir o seu curso e cravar o seu alvo. Tome cuidado para não ferir as pessoas. O que sai da boca é o que contamina o homem.
Pare de se queixar! Agradeça a Deus por tudo aquilo que você tem e pare de reclamar por tudo aquilo que você acha que merecia ter.
Trabalhe para conquistar e não inveje nem almeje aquilo que é dos outros. Você não sabe o preço que ele pagou pra ter e nem porque meios ele conseguiu.
Ame a sua família! Porque a melhor família é a sua. A família da casa em frente, depois de fechadas as portas, nem sempre é o que você imagina.
Caminhe, caminhe muito e principalmente se estiver ao lado de uma boa companhia. Aí então você vai perceber o quanto as horas e o tempo passam rápido de mais e que você desperdiça muita vida com o que não deveria. Dê valor ao que realmente tem valor.
Manter-se estático não é a melhor opção! O não fazer nada às vezes é necessário, mas o excesso dele é perigoso.
Olhar o movimento pela janela é sinal de insegurança e medo. A melhor coisa é se jogar no meio da multidão.
Brincar e se divertir não é somente coisa de criança, é também coisa de adultos que sabem viver como criança.
As adversidades existem e batem à porta de todos. Recepcione-as com força, fé, coragem e determinação. Logo, elas irão embora.
Acredite que problemas são fases! Tudo na vida tem uma solução. O irremediável é somente a morte.
Eu estou aprendendo a viver e assim percebi que desperdicei muita vida com coisas inúteis e que não tinham a menor relevância! E aprendendo, eu percebi que na vida tudo passa. Nada é eterno. E que até a própria vida tem fim. Porém aprendi que amar, ainda é a melhor experiência que existe. E que Viver e saber viver, ainda são as melhores coisas da vida.


Edivaldo Santos.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vitória do Brasil!


 
 
 
Viva a democracia! Primeira vitória das manifestações. Após pressão sofrida pelos protestos e passeatas, Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou em entrevista coletiva no início da noite desta quarta-feira, dia 19, a redução no aumento de R$ 0,20 da tarifa dos transportes públicos coletivos na cidade do Rio de Janeiro, o que fez a passagem de ônibus que ora havia subido para R$2,95 voltar para R$ 2,75.  O Governador Sérgio Cabral, também em entrevista coletiva decidiu que o aumento das passagens dos trens, barcas e metrô seriam revogados. Decisão tomada conjuntamente com o estado de São Paulo. Em entrevista direto do Palácio dos Bandeirantes, o Governador Geraldo Alckmim e o Prefeito Fernando Haddad anunciaram a redução das passagens de trem, metrô e barcas que havia passado de R$ 3,00 para R$ 3,20, voltandopara o antigo preço. Outras capitais retrocederam também no aumento das tarifas dos transportes públicos coletivos.

Obrigado, Governador!


Quarta-feira, 12, por volta da meia noite: Arnaldo Jabor compara uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus ao PCC. “Só vimos isso [um ódio tão violento contra a cidade] quando a organização criminosa de São Paulo queimou dezenas de ônibus”

Algumas hora depois, na quinta-feira, 13, começam a circular os jornais impressos.

Os editoriais dos dois principais jornais de São Paulo pediam, sem meias-palavras, que o governador Geraldo Alckmin agisse, com sua Policia Militar, para “retomar a Paulista” de “vândalos” que impedem o direito de ir-e-vir de milhões de paulistanos.

O Estadão pediu o máximo de rigor ao governador e à PM: “Espera-se que ele [o governador] passe dessas palavras aos atos e determine que a PM aja com o máximo rigor para conter a fúria dos manifestantes, antes que ela tome conta da cidade.”

Com tudo isso, Alckmin se sentia amparado. A opinião publicada não dava margem a dúvidas: era preciso retomar a cidade, a Avenida Paulista, como se ela houvesse sido perdida numa guerra urbana para “pseudorrevolucionários”. Era necessária força e determinação.

Não que precisasse, mas aqueles editoriais deram um alento, libertaram as amarras. A opinião publicada indicava, claramente e em uníssono, que não contestaria as versões oficiais, que publicaria salvo-condutos, que não abriria espaço ao contraditório.

Na quinta-feira de manhã, portanto, já estava bem arquitetado o que aconteceria nos jornais e telejornais do dia seguinte ao quarto protesto contra o aumento das passagens.

Assim, ciente da hegemonia, o governo de São Paulo agiu para “retomar a paulista”.

Uma declaração do Major da Policia Militar já antecipava: “Nos não nos responsabilizamos mais pelo que vai acontecer”

O que se seguiu foi a mais alta brutalidade que já vi, a barbárie desmascarada, nua, se mostrando por inteira nas fardas da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os fatos, as imagens, falam por si.

A violência da PM, libertada das amarras, se fez presente desde a concentração no Teatro Municipal. Revistas arbitrárias, jornalista preso por portar vinagre, que é usado para diminuir os efeitos do gás lacrimogênio nas via aéreas, spray de pimenta distribuído ao bel prazer...

Ali já tava claro qual seria o papel das forças policiais. Iam cumprir à risca o que os editoriais, e o governador, pediram.

O que já era brutalidade virou barbárie quando a PM começou a atirar em manifestantes que estavam no chão. Ali, 19:10 da noite, no simbólico cruzamento da Consolação com a Maria Antônia.

A partir daí, São Paulo se transformou em praça de guerra de um exército só. A Polícia agia, estrategicamente, para dividir os manifestantes em pequenos grupos e encurralá-los, em fogo cruzado.

Não havia rota de fuga ou de dispersão possível. Para todo lugar que se olhasse, grupos de policiais avançavam sobre a multidão... e atirando. E jogando bombas. Há dezenas de vídeos disponíveis mostrando isso.

Um PM atirou contra uma janela de um prédio porque tinha alguém ali filmando. Outro quebrou o vidro de uma viatura pra poder culpar os manifestantes.

Resultado sabido e esperado: Centenas de manifestantes feridos, alguns gravemente. Há relatos de especial predileção por vítimas da imprensa. Para a PM, em um ato falho, seria o risco da profissão (notem que comparam os jornalistas presentes na manifestação com aqueles que cobrem guerras!)

Se o tom da opinião publicada era em claro desafio à constituição, que garante o livre direito à manifestação, e pedia a suspensão dos direitos pra “garantir a ordem”, ela foi prontamente atendida pelo poder público do estado de São Paulo.

Há duas hipóteses para a repressão brutal do protesto de quinta-feira: Ou falta de comando ou excesso dele. Seria muita ingenuidade acreditar que tantas bombas jogadas, tanta balas disparadas em direção a qualquer grupo, fosse apenas um “excesso” cometido por alguns policiais mal treinados.

De qualquer maneira, ambas as hipóteses requeriam uma atitude enérgica do governador de São Paulo, que se limitou a dizer que investigaria alguns excessos, individualizando a barbárie. Ninguém, por falta ou excesso de comando, repito, ninguém foi exonerado. Tudo com dantes...

Independente da pauta das manifestações, dos motivos pessoais, da insatisfação percebida nas ruas, a barbárie protagonizada pela PM inflamou as pessoas, deu novos motivos para irem às ruas. Mais de duzentas mil saíram às ruas na segunda-feira, 17 .

Aqueles veículos midiáticos que praticamente imploraram ao governador que garantisse a “ordem” suspendendo direitos, tiveram que voltar atrás.

Desde então, mesmo querendo dizer o que querem os manifestantes, querendo pautar os protestos, precisaram adotar um tom ameno, de apoio às manifestações.

Por estas e outras que digo: Obrigado, governador.
 

Por: Walter Hupsel.


Esta é a falsa democracia defendida pelos nossos governantes repressores e arbítrários.

Manifestação Carioca


Teatro Municipal, Rio de Janeiro, segunda-feira, dia 17, à noite.
Apesar do confronto direto com a polícia e dos incidentes causados por vândalos e baderneiros de plantão, cerca de cem mil pessoas entre jovens e adultos foram às ruas segunda-feira próxima passada, dia 17, no Centro do Rio de Janeiro, em mais uma manifestação contra o aumento da tarifa da passagem dos ônibus. Na verdade, o aumento da tarifa é apenas a gota d’água que fez transbordar a paciência dos cariocas e dos brasileiros. Entre um inicio pacífico até a Candelária e um final trágico nas escadarias da ALERJ, muita coisa aconteceu e os R$ 0,20 (vinte centavos) foram apenas os coadjuvantes deste filme. O protesto que se configurou histórico e emocionante numa caminhada pacífica que tomou conta da Avenida Rio Branco no Centro do Rio, uma das mais importantes da cidade, desembocando na Candelária, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, manifestantes protestaram contra o governador e o prefeito do Rio, respectivamente Sr. Sérgio Cabral e Sr. Eduardo Paz. Seguros de seus direitos legítimos de protestarem contra o que não acham correto no governo, os manifestantes protestaram por melhorias no governo, nos serviços de saúde, educação, transporte e pelo fim da corrupção no país. Uma onda de passeatas, protestos e manifestações tomou conta das principais cidades do país como um efeito dominó. A verdade é que o gigante que ora ficava deitado em seu berço esplêndido despertou forte, seguro e maduro e ao invés de chorar e lamentar foi para as ruas soltar a voz que estava presa na garganta. O povo nas ruas fez o Rio de Janeiro parar reunindo manifestantes de todas as idades, credo, classe social tornando-se uma nação verde e amarela com um único objetivo e motivada por um só sentimento: insatisfação. “Os manifestantes gritavam em coro palavras de ordem e cantos que iam de “sem violência”, “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, ao clássico de Geraldo Vandré,” Pra não dizer que não falei das flores” enquanto outros carregavam flores e cartazes dizendo o motivo da manifestação, além dos pedidos de paz. A manifestação atraiu curiosos para as janelas dos prédios comerciais, enquanto dos escritórios foi lançada uma chuva de papel picado em sinal de apoio a manifestação. Nas ruas os jovens pediam para que os trabalhadores descessem dos prédios para aderirem ao protesto ou piscassem a luz das salas comerciais para saber se recebiam apoio. Para surpresa, as luzes piscaram com efeito de pisca-pisca de árvore de natal.
Nota lamentável para a atuação de pessoas descompromissadas com a cidade e com o país, os vândalos oportunistas, desordeiros e baderneiros que depredaram, queimaram, quebraram e picharam patrimônios públicos e particulares, que se aproveitaram de um ato de civismo e civilidade para deixarem seus monstros internos tomarem conta de si, querendo então manchar com sangue, violência e quebra-quebra uma manifestação popular que buscava legitimamente seus direitos de cidadãos. Agora é esperarmos até o dia amanhecer nesta quinta-feira, dia 20, com a mobilização prevista para um milhão de pessoas.