quinta-feira, 20 de junho de 2013

Obrigado, Governador!


Quarta-feira, 12, por volta da meia noite: Arnaldo Jabor compara uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus ao PCC. “Só vimos isso [um ódio tão violento contra a cidade] quando a organização criminosa de São Paulo queimou dezenas de ônibus”

Algumas hora depois, na quinta-feira, 13, começam a circular os jornais impressos.

Os editoriais dos dois principais jornais de São Paulo pediam, sem meias-palavras, que o governador Geraldo Alckmin agisse, com sua Policia Militar, para “retomar a Paulista” de “vândalos” que impedem o direito de ir-e-vir de milhões de paulistanos.

O Estadão pediu o máximo de rigor ao governador e à PM: “Espera-se que ele [o governador] passe dessas palavras aos atos e determine que a PM aja com o máximo rigor para conter a fúria dos manifestantes, antes que ela tome conta da cidade.”

Com tudo isso, Alckmin se sentia amparado. A opinião publicada não dava margem a dúvidas: era preciso retomar a cidade, a Avenida Paulista, como se ela houvesse sido perdida numa guerra urbana para “pseudorrevolucionários”. Era necessária força e determinação.

Não que precisasse, mas aqueles editoriais deram um alento, libertaram as amarras. A opinião publicada indicava, claramente e em uníssono, que não contestaria as versões oficiais, que publicaria salvo-condutos, que não abriria espaço ao contraditório.

Na quinta-feira de manhã, portanto, já estava bem arquitetado o que aconteceria nos jornais e telejornais do dia seguinte ao quarto protesto contra o aumento das passagens.

Assim, ciente da hegemonia, o governo de São Paulo agiu para “retomar a paulista”.

Uma declaração do Major da Policia Militar já antecipava: “Nos não nos responsabilizamos mais pelo que vai acontecer”

O que se seguiu foi a mais alta brutalidade que já vi, a barbárie desmascarada, nua, se mostrando por inteira nas fardas da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os fatos, as imagens, falam por si.

A violência da PM, libertada das amarras, se fez presente desde a concentração no Teatro Municipal. Revistas arbitrárias, jornalista preso por portar vinagre, que é usado para diminuir os efeitos do gás lacrimogênio nas via aéreas, spray de pimenta distribuído ao bel prazer...

Ali já tava claro qual seria o papel das forças policiais. Iam cumprir à risca o que os editoriais, e o governador, pediram.

O que já era brutalidade virou barbárie quando a PM começou a atirar em manifestantes que estavam no chão. Ali, 19:10 da noite, no simbólico cruzamento da Consolação com a Maria Antônia.

A partir daí, São Paulo se transformou em praça de guerra de um exército só. A Polícia agia, estrategicamente, para dividir os manifestantes em pequenos grupos e encurralá-los, em fogo cruzado.

Não havia rota de fuga ou de dispersão possível. Para todo lugar que se olhasse, grupos de policiais avançavam sobre a multidão... e atirando. E jogando bombas. Há dezenas de vídeos disponíveis mostrando isso.

Um PM atirou contra uma janela de um prédio porque tinha alguém ali filmando. Outro quebrou o vidro de uma viatura pra poder culpar os manifestantes.

Resultado sabido e esperado: Centenas de manifestantes feridos, alguns gravemente. Há relatos de especial predileção por vítimas da imprensa. Para a PM, em um ato falho, seria o risco da profissão (notem que comparam os jornalistas presentes na manifestação com aqueles que cobrem guerras!)

Se o tom da opinião publicada era em claro desafio à constituição, que garante o livre direito à manifestação, e pedia a suspensão dos direitos pra “garantir a ordem”, ela foi prontamente atendida pelo poder público do estado de São Paulo.

Há duas hipóteses para a repressão brutal do protesto de quinta-feira: Ou falta de comando ou excesso dele. Seria muita ingenuidade acreditar que tantas bombas jogadas, tanta balas disparadas em direção a qualquer grupo, fosse apenas um “excesso” cometido por alguns policiais mal treinados.

De qualquer maneira, ambas as hipóteses requeriam uma atitude enérgica do governador de São Paulo, que se limitou a dizer que investigaria alguns excessos, individualizando a barbárie. Ninguém, por falta ou excesso de comando, repito, ninguém foi exonerado. Tudo com dantes...

Independente da pauta das manifestações, dos motivos pessoais, da insatisfação percebida nas ruas, a barbárie protagonizada pela PM inflamou as pessoas, deu novos motivos para irem às ruas. Mais de duzentas mil saíram às ruas na segunda-feira, 17 .

Aqueles veículos midiáticos que praticamente imploraram ao governador que garantisse a “ordem” suspendendo direitos, tiveram que voltar atrás.

Desde então, mesmo querendo dizer o que querem os manifestantes, querendo pautar os protestos, precisaram adotar um tom ameno, de apoio às manifestações.

Por estas e outras que digo: Obrigado, governador.
 

Por: Walter Hupsel.


Esta é a falsa democracia defendida pelos nossos governantes repressores e arbítrários.

Manifestação Carioca


Teatro Municipal, Rio de Janeiro, segunda-feira, dia 17, à noite.
Apesar do confronto direto com a polícia e dos incidentes causados por vândalos e baderneiros de plantão, cerca de cem mil pessoas entre jovens e adultos foram às ruas segunda-feira próxima passada, dia 17, no Centro do Rio de Janeiro, em mais uma manifestação contra o aumento da tarifa da passagem dos ônibus. Na verdade, o aumento da tarifa é apenas a gota d’água que fez transbordar a paciência dos cariocas e dos brasileiros. Entre um inicio pacífico até a Candelária e um final trágico nas escadarias da ALERJ, muita coisa aconteceu e os R$ 0,20 (vinte centavos) foram apenas os coadjuvantes deste filme. O protesto que se configurou histórico e emocionante numa caminhada pacífica que tomou conta da Avenida Rio Branco no Centro do Rio, uma das mais importantes da cidade, desembocando na Candelária, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, manifestantes protestaram contra o governador e o prefeito do Rio, respectivamente Sr. Sérgio Cabral e Sr. Eduardo Paz. Seguros de seus direitos legítimos de protestarem contra o que não acham correto no governo, os manifestantes protestaram por melhorias no governo, nos serviços de saúde, educação, transporte e pelo fim da corrupção no país. Uma onda de passeatas, protestos e manifestações tomou conta das principais cidades do país como um efeito dominó. A verdade é que o gigante que ora ficava deitado em seu berço esplêndido despertou forte, seguro e maduro e ao invés de chorar e lamentar foi para as ruas soltar a voz que estava presa na garganta. O povo nas ruas fez o Rio de Janeiro parar reunindo manifestantes de todas as idades, credo, classe social tornando-se uma nação verde e amarela com um único objetivo e motivada por um só sentimento: insatisfação. “Os manifestantes gritavam em coro palavras de ordem e cantos que iam de “sem violência”, “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, ao clássico de Geraldo Vandré,” Pra não dizer que não falei das flores” enquanto outros carregavam flores e cartazes dizendo o motivo da manifestação, além dos pedidos de paz. A manifestação atraiu curiosos para as janelas dos prédios comerciais, enquanto dos escritórios foi lançada uma chuva de papel picado em sinal de apoio a manifestação. Nas ruas os jovens pediam para que os trabalhadores descessem dos prédios para aderirem ao protesto ou piscassem a luz das salas comerciais para saber se recebiam apoio. Para surpresa, as luzes piscaram com efeito de pisca-pisca de árvore de natal.
Nota lamentável para a atuação de pessoas descompromissadas com a cidade e com o país, os vândalos oportunistas, desordeiros e baderneiros que depredaram, queimaram, quebraram e picharam patrimônios públicos e particulares, que se aproveitaram de um ato de civismo e civilidade para deixarem seus monstros internos tomarem conta de si, querendo então manchar com sangue, violência e quebra-quebra uma manifestação popular que buscava legitimamente seus direitos de cidadãos. Agora é esperarmos até o dia amanhecer nesta quinta-feira, dia 20, com a mobilização prevista para um milhão de pessoas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"ATé o Papa tem pecados."

 

Até o Papa tem pecados, diz Francisco em audiência no Vaticano.

Multidão enfrentou chuva para ver o pontífice na Praça de São Pedro.
Ele disse que a Igreja não foi criada por homens, mas é 'obra de Deus'.



O Papa Francisco durante a audiência desta quarta-feira (29) na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Andrew Medichini/AP)
O Papa Francisco durante a audiência desta quarta-feira (29) na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Andrew Medichini/AP)
 
O Papa Francisco disse nesta quarta-feira (29) que a Igreja Católica não é uma organização criada por um grupo de pessoas, mas é "obra de Deus", que está composta de pastores e fiéis com seus "defeitos e pecados", e que "até o Papa tem pecados... e muito", mas Deus sempre os perdoa.
 
Diante de mais de 100 mil pessoas sob chuva, o Papa argentino celebrou na Praça de São Pedro, no Vaticano, a tradicional audiência das quartas, cuja catequese dedicou à Igreja e ao "projeto de Deus" de que todos os homens sejam uma única família e "sintam-se a família de Deus".
 
"Neste projeto, encontra suas raízes a Igreja, que não é uma organização nascida do acordo de algumas pessoas, mas, como nos recordou tantas vezes o Papa Bento XVI, é obra de Deus", disse.
O Papa disse que a Igreja nasce do desejo de Deus de chamar todos os homens à comunhão como ele, à sua amizade, a "sair do individualismo, da tendência a se fechar em si próprios, e a formar parte de sua família".
 
Ele lembrou que, no entanto, muitas pessoas dizem: "Cristo sim, Igreja não", "creio em Deus, mas não nos sacerdotes"; mas assegurou que é a Igreja quem leva os homens a Cristo e a Deus.
 
"Com certeza, os que a compõem -padres e fiéis- têm defeitos, imperfeições e pecados", disse. "Também o Papa tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não nos esqueçamos disso."
 
Alguns teólogos destacam que a "humilhação" do pecado "permite ver algo mais belo", disse.
 
O Papa também disse que Deus criou o homem para que viva em profunda relação com Ele e que, inclusive, "quando o pecado rompe essa relação, Deus não nos abandona".
 
"Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, lhe oferece seu amor e o acolhe", disse o Papa, que acrescentou que a Igreja nasce do "gesto de supremo de amor da cruz, das costas abertas de Jesus, de que saíram sangue e água, símbolos dos sacramentos da eucaristia e do batismo".
 
Francisco também disse que a Igreja se manifestou quando o Espírito Santo "tocou o coração dos apóstolos e os impulsionou a anunciar o Evangelho, difundindo o amor".
 
A audiência foi vista por fiéis de vários países, como Espanha, El Salvador, Equador, Honduras, Peru, Argentina e México, a quem o Papa convidou a viver a fé "não só como um dom e um ato pessoal, mas como resposta à chamada de Deus para viver juntos, sendo a grande família dos convocados por Ele".
 
 
Do G1, em São Paulo.

domingo, 26 de maio de 2013

PREFEITO DO RIO SE ENVOLVE EM BRIGA EM RESTAURANTE

Prefeito do Rio é acusado de agredir

escritor em restaurante na zona sul

 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Wanda na Cadeia.

Wanda, personagem de Totia Meireles em "Salve Jorge", na cadeia.

Após muitas críticas e ameaças de boicotes por parte dos evangélicos à trama de Glória Perez, a novela “Salve Jorge” seguiu em frente e chegou ao fim na última sexta-feira, dia 17 de maio, atingindo 45 pontos segundo o Ibope. A grande surpresa e destaque do último capítulo de "Salve Jorge" foi o final da vilã Wanda, vivida pela atriz Totia Meirelles, que terminou na prisão e convertida ao evangelho de Jesus Cristo, tornando-se uma “crente.”

 "Eu aceitei Jesus". Disse a ex-traficante à comparsa Lívia Marini, personagem vivido pela atriz Claudia Raia, que, também presa, articulou para voltar à carreira de crimes com um figurão que aparece para visitá-la. "Eu preciso de um conde italiano. Cada um se defende como pode", disse a personagem.

 A autora deixou para dar sua resposta aos evangélicos exatamente no último capítulo da novela. Com um soco com luva de pelica, ela ironiza e satiriza através da personagem Wanda, que bandidos facínoras, após presos, aceitam a Jesus na cadeia e se tornam “cordeirinhos”, pessoas sóbrias, redimidas de suas culpas e erros diante da sociedade. Denotando que, ao entrar para cadeia, é só aceitar a Jesus e tomar uma postura de conversão ao Evangelho, que fica tudo certo. E que o mau elemento está redimido de suas barbáries, homicídios e delitos cometidos ao longo de sua carreira criminosa. Uma coisa é totalmente distinta da outra: Aceitar a Jesus como Salvador e pagar suas dívidas com a sociedade. Conversão ao Evangelho é para remissão e perdão dos pecados através do sangue de Jesus e garantia de vida eterna. Isto não imuniza ninguém de pagar a sociedade o que realmente deve. A sociedade tem leis e autoridades competentes para aplicá-las devidamente. Talvez Glória Perez por desconhecer as Escrituras Sagradas, não saiba que a verdadeira essência do poder do evangelho é exatamente esta: O poder transformador! O poder de transformar um bandido e um traficante, numa pessoa de bem, quando de fato existe uma verdadeira conversão. É o poder que transforma o caráter de uma pessoa. O Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo tem o poder de libertar, limpar, transformar e regenerar um bandido e qualquer outro tipo de pessoa que vive à margem da sociedade em uma nova criatura em Jesus. Talvez por desconhecer as Escrituras Sagradas, torno a dizer, ela, Glória Perez,  desconheça verdades contidas na mesma, como está escrito no Evangelho de S. Lucas, cap. 19.10 e no Evangelho de S. Marcos, cap. 2.17:

 Porque O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. (Lucas 19.10)

 E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento. (Marcos 2.17).

 Sabemos também que Glória Perez teve motivos muito particulares e pessoais para fazer o que fez com a personagem Wanda. Há 21 anos, sua filha Daniela Perez, foi brutal e covardemente assassinada pelo seu então colega de trabalho, que dividiam o mesmo set de gravação da novela De Corpo e Alma, o também ator Guilherme de Pádua, em coautoria com sua ex-mulher Paula Thomaz. Hoje, após cumprirem pena, ou parte dela, ambos estão em liberdade e Guilherme de Pádua dentro da cadeia teve um “encontro com Jesus”, tornando-se um evangélico “exemplar.” Glória Perez foi a única sentenciada e condenada a prisão perpétua da dor e a chorar lágrimas amargas e eternas de angústia e de sofrimento de uma mãe que perdeu a sua filha. Uma coisa me chamou muito a atenção nesse movimento evangélico de boicotar a novela “Salve Jorge”, através das redes sociais. Longe de fazer qualquer apologia a telenovelas, pois todas têm em comum traços e cenas de prostituição, vocabulários torpes, adultério, violência, crueldade, desequilíbrio emocional, falhas de caráter, de personalidade, desvios de conduta, inversão de valores e etc... Mera coincidência com a vida real e nada que não se encontre em qualquer meio social. Acredito que cada pessoa salva em Jesus Cristo, tem consciência do certo e do errado segundo a orientação bíblica, além de se ter o Espírito Santo de Deus como Guia e Condutor, que conduz e dirige, o crente fazendo-o saber até onde pode ir e chegar. Desacredito piamente que uma novela seja capaz de subtrair a fé de alguém que esteja firmado nos pés de Jesus, assim também como desacredito que uma minissérie como “O Rei Davi”, teria o potencial de acrescentar a fé de qualquer pessoa. Se formos levar em consideração a adaptação feita para a tevê, é melhor nem comentar. Desse burburinho que se levantou na época, tipo, assistam Rei Davi (reprise), e não a “Salve Jorge”, eu preferi ficar com o Rei Jesus Cristo que me salvou e me libertou da escravidão do pecado e me deu direito a vida eterna.
Como disse, algo me intrigava com relação a todo esse barulho com relação à novela “Salve Jorge”. Anterior a “Salve Jorge”, os crentes assistiram “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro, em que a trama central circulava em torno de uma mentirosa, inescrupulosa, adúltera de marca maior e tremenda mau caráter, que vivia com seu amante, seu concunhado Max, vivido pelo ator Marcelo Novaes, sob o mesmo teto do seu marido, Tufão, o ator Murilo Benício, a tal da Carminha, vivida brilhantemente pela atriz Adriana Esteves. Suas loucuras e bordões passeavam pelos corredores das igrejas como se fosse a coisa mais angelical do mundo e não houve uma manifestação por nossa parte, os evangélicos, contra a imoralidade e depravação da personagem, mas havia quase que  um fascínio por suas vilanias. No mesmo momento, no horário das 18horas, passava a trama “Amor Eterno Amor”, de Elizabeth Jhin, em que a trama central circulava em torno de um espírito desencarnado, chamado Elisa, amor de infância do personagem Rodrigo Prado Borges, vivido pelo ator Gabriel Braga Nunes, que reencarna em Miriam, personagem vivido pela linda atriz Letícia Persiles, que reencontra sua alma gêmea, que é o Rodrigo. E lá estávamos nós, os evangélicos desocupados, torcendo pelo espírito desencarnado e reencarnado, tecendo comentários acerca do casal da telenovela nos bancos das igrejas antes dos cultos. E ainda Havia a “inocente” e cômica “Cheias de Charme”, que não vou comentar o comportamento totalmente imoral da personagem Chayene, aquela do bordão “curica”, interpretada pela atriz Cláudia Abreu. Talvez Salve Jorge tenha causado todo esse frisson ou frenesi pelo sincretismo religioso, de São Jorge e Ogum.

 Em Salmos 101.3 diz: Não colocarei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam. Não se apegará a mim.

Cabe a cada um selecionar o que seus olhos enxergarão. Quantas vezes, dominados por dois demônios chamados “nada a ver” e “não tem problema algum”, permitimos que tantas coisas demoníacas entrem em nossas casas que vem disfarçado através de desenhos animados, aparentemente inocentes, que permitimos nossos filhos assistirem e até reproduzirem alguns comportamentos. Permitimos que a internet sirva de instrumento do demônio através de redes sociais, bate-papos e pornografias veladas. Quantas vezes a maldade, a perversidade estão entranhadas no coração do mais santo cristão que fala mal, que amaldiçoa que humilha e pisa o seu irmão. E que ainda carrega a soberba e a arrogância com soberania dentro do coração, exibindo-as através de atitudes e práticas como troféus. Acredito que seja momento de nós evangélicos revermos os nossos valores e pensarmos quem realmente somos ou queremos ser: Crentes sérios e reconhecidos pelas marcas de Cristo em nossas vidas, ou crentes fajutos, cheios de erros e defeitos, fingindo ser perfeitos para enganarmos a nós mesmos. Porque a Deus, a este, ninguém engana. Deveríamos procurar resgatar o tempo em que nós, evangélicos, éramos mais respeitados, éramos mais bem vistos e não tão malhados como Judas em manhã de Sábado de Aleluia. O tempo em que ser evangélico não era um modismo, mas uma certeza e convicção de fé em Jesus Cristo e que o dinheiro não era o combustível para se pastorear uma igreja, mas ganhar almas que estavam e estão perdidas neste mundo de depravação e pecado. Glória Perez soube aguardar não tão silenciosamente, mas respondeu no momento oportuno e à altura o que pensa da conversão ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por pelo menos por criminosos traficantes carentes da misericórdia e piedade divinas. Oremos por ela, Glória Perez, tão amada e respeitada por seu público e por sua classe, para que um dia ela possa ter um encontro com Jesus e aceitá-lo como único e suficiente salvador de sua vida e então, assim, descobrir as verdades contidas nas Sagradas Escrituras, ora ignoradas por ela. – E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8.32

A Paz do Senhor!

Texto: Edivaldo Santos